terça-feira, 31 de março de 2009

Reelin´in the years

Talvez eu esteja abusando dos posts com link de Youtube?
Mas a ocasião é especial.
Hoje começa mais um mês de abril, afinal de contas....
Espero não estar "reelin´ in the years", seja lá o que significa.
E essa é uma música que eu lembrava que era legal
mas agora vejo que é absolutamente legal!
Steely Dan é essa banda de pop sofisticado dos anos 70.
já tive esse cd do Steely Dan, Can´t Buy a Thrill.
Mas troquei pelo Yellow Submarine dos Beatles



STEELY DAN
Reelin´ in the years






Your everlasting summer, and you can see it fadin' fast
So you grab a piece of something that you think is gonna last
But you wouldn't even know a diamond if you held it in yourhand
The things you think are precious I can't understand

REFRÃO:
Are you reelin' in the years
Stowin' away the time
Are you gatherin' up the tears
Have you had enough of mine

You've been telling me you were a genius since you were seveteen
In all the time I've known you I still don't know what you mean
The weekend at the college didn't turn out like you planned
The things that pass for knowledge I can't understand

Refrão

I've spent a lot of money and I've spent a lot of time
The trip we made to Hollywood is etched upon my mind
After all the things we've done and seen you find another man
The things you think are useless I can't understand

Refrão
Are you reelin' in the years
Stowin' away the time
Are you gatherin' up the tears
Have you had enough of mine

saudades do Galaxie 500

"When will you come home?"
by Galaxie 500

*

*

When, when will you come home?
Watchin t.v. all alone
Watchin Kojak on my own
Starin at the wall
And waitin for your call
When, when will you come home?

Now, I'm crawlin on the floor
Makin noises like a dog
Makin noises you can't hear
Starin at the wall
And waitin for your call
When, when will you come home?



Lindo esse vídeo eles tocando numa quadra de basquete, em 1989. Eu tinha um Cd coletânea dessa banda, e por mais que gostasse de muitas das músicas, terminei trocando peloe "Wowee Zowee" do Pavement. Foi uma boa troca, mas eu ainda sinto saudades do Galaxie. É que o Galaxie 500 é legal, mas escutar muitas músicas deles na sequência ficava, sei lá, meio repetitivo, meio morgado. Talvez agora eu esteja com saudade o bastante para baixar o disco e ficar escutando sem parar... Tem altas músicas memoráveis.

domingo, 29 de março de 2009

Graffiti Island _ Head Hunters

Simples e belo. Letra muito apropriada (We´re going in a safari in the jungle...).
Tudo no lugar, riff de baixo, bateria perfeita, energia pura
(quero essa baterista para minha banda agora!).
O Lux Interior realmente pode descansar em paz:
tem gente continuando a fazer rock demente de altíssima qualidade.


sábado, 28 de março de 2009

instantaneo


dessin parfait é comigo mesmo
reações são extremas
quando o sarcófago é pouco convidativo
tem-se que que cheirar muitas açucenas
para refazer a libido no coletivo
coerção não me apetece
eu prefiro antes de tudo ser criativo











foto linda encontrada no Don´t Touch My Moleskine
me lembrou uma menina que eu conheci ontem.

domingo, 22 de março de 2009

nova entrevista do Alan Moore

Eu sempre paro tudo para ler uma boa entrevista de Alan Moore.
"E me correu que o superherói só tem origem nos EUA. Esse parece ser o único país que produziu este fenômeno. Sim, tivemos uma porrada de super heróis americanos originários do nosso país e possivelmente de outras partes do mundo, mas eles não são naturais para nosso ambiente. Eles são uma espécie exótica. E eu pensei e me questionei o por que disso. E eu pergunto ( talvez isto seja demasiado simplista ), não sei, mas me pergunto se a raiz do surgimento do herói na cultura americana poderia ter algo a ver com uma espécie de relutância original dos americanos em intervir em confrontos sem uma maciça superioridade tática."

Aliás, a entrevista saiu primeiro na WIRED, depois foi traduzida pelo blog A Hora dos Assassinos.

Hmmm a propósito a WIRED também entrevistou o grande Dave Gibbons.

quinta-feira, 19 de março de 2009

novas do Atlas Sound e do Grizzly Bear

Novas do Atlas Sound:

http://stereogum.com/archives/mp3/new-atlas-sound-solo-or-the-square_059681.html#more

Novo single.


Nova do Grizzly Bear

http://gorillavsbear.blogspot.com/2009/03/mp3-grizzly-bear-cheerleader.html

o disco novo já vazou, mas parece que ainda numa qualidade meio feiosa.

vai lá e confere!

Thom Yorke fazendo cooper no Rio

http://contigo.abril.uol.com.br/noticia/thom-yorke-corre-camisa-ipanema-429332.shtml?ft=1p

... foi mal aê, eu só senti que devia contribuir de alguma maneira para a euforia do show do Radiohead no Brasil.

:P
Brincadeira....

Crud Crud sempre com velhas novidades!

De todos os blogs musicais que eu conheço, o Crud Crud é talvez o que tem o maior ecletismo, os sons mais surpreendentes e raros, verdadeiramente inacreditáveis - pudera, é feito por um ávido e incansável colecionador de vinis, Scott Soriano. Ele nunca bota LPs inteiros, em geral bota apenas algumas faixas de um LP, ou em outras ocasiões, compactos e EPs na íntegra.

Estava há algum tempo sem conferir o blog, e pelo visto perdi algumas coisas fabulosas (os arquivos ficam disponíveis por pouco tempo). Mas o que me chamou mais atenção foi uma postagem com frevos! Zacarias e sua Orquestra! Não devia me surpreender, mas foi uma emoção diferente ver no blog esse post com a música da minha terra, da minha cidade.





Corre lá que ainda dá pra pegar coisas como o The Harmonizing Four (grupo gospell), Mike Simpson, Stan Kenton, entre outros ilustres desconhecidos (para mim). Tem uma coletânea de compositores do Texas e até uma homenagem ao Lux Interior. Fiquei triste de ter perdido o single "We Like Ugly Women", descrito por ele como um precursor do electro.

terça-feira, 17 de março de 2009

Sobre o Fantasma de Cornelius em texto de Reginoise

...
Aproveitando que o Last Splash acaba de postar pra download o disco "Fantasma", do Cornelius, pedi ao meu amigo e músico Reginaldo Bittencourt que escrevesse alguma coisa sobre esse disco, com a autoridade de quem é fã de carteirinha do Keigo Oyamada(foto). Aliás, se bem me lembro, foi lá em casa que Reginaldo pirou o cabeção com o Cornelius, quando conheceu o "Point" (2002), imediatamente posterior a "Fantasma" (sem contar os discos de remixes).




Sem mais delongas, vamos ao texto:



"Virtualmente desconhecido aqui na terra brasilis (no orkut, há uma comunidade dele... com 28 pessoas!), o japonês Keygo Oyamada (a.k.a Cornelius) já tem no currículo uma carreira que remonta ao finzinho dos anos 80, quando ele fazia parte de uma dupla, lançando-se depois, nos 90, como artista solo, e na ativa até hoje. De lá pra cá, vem mantendo uma trajetória de produção constante, não muito prolífica, mas sempre marcando presença no indie, e sempre em turnês ao redor do mundo, em festivais de música alternativa.

Mas ele apareceu mesmo na mídia em 1998 com o álbum Fantasma. O disco causou impacto à época. É uma verdadeira super-vitamina mista, tutti frutti mesmo, de referências ao pop (e fora dele). De Beach Boys, rap, noise, Mister Magoo (série de desenho animado dos anos 80. Quem lembra do velhinho, quase cego, que vivia escapando por um triz de se dar mal?… Ê, o tempo passa...) a Johann Sebastian Bach – sério -, tudo isto e muito mais, está lá. Mas, qual é o resultado desta mistureba toda, afinal? Algo sem sabor definido, inócuo exibicionismo enciclopédico de cultura pop? Nada disso; é um disco d-e-l-i-c-i-o-s-o. Na verdade, um grande álbum mesmo, capaz de reter um ouvinte da primeira à última faixa na primeira escutada. E coeso, sim; incrivelmente coeso! Sim: pois, à força de expor desavergonhadamente todas as suas influências sem nenhum disfarce, Cornelius consegue a proeza de fazer da falta-de-personalidade uma personalidade. O disco possui uma atmosfera única; e interessantíssima. Pra começar: o cara é um dos melhores técnicos de gravação do mundo, e as músicas são repletas de virtuosismos de estúdio, que surpreendem de minuto a minuto (sem cair no ranço de “olhem pra mim, sou freak!”) (e, surpreendentemente, apesar de músicas de balão-de-ensaio, são tocáveis ao vivo!!!). À parte isso, são todas excelentes composições. O cara realmente tava inspirado na época! Dinâmico, variado; e sempre brilhante. Em minha humilde opinião, Fantasma já faz parte do panteão dos Grandes Álbuns da Música Pop de Todos os Tempos. E fecha com uma faixa, cujo título, singelo, diz tudo sobre o sentimento do Keygo quanto à escolha que ele fez do rumo de sua vida: “Thank you for the music”! Confira. Ah, o encarte também é muito legal!"


Texto de Reginaldo Bittencourt.

E abaixo, o texto do Allmusic resumão da carreira de Cornelius:
"Japanese pop-noise savant Cornelius was born Keigo Oyamada in 1969; a self-taught guitarist inspired early on by Kiss and Black Sabbath, his musical alias was later chosen as an homage to the Planet of the Apes film series. A product of the same Shibuya-kei bubblegum scene that also gave rise to Pizzicato Five, Cornelius debuted in 1993 with the EP Holydays in the Sun, the first release from his own Trattoria label. He became a national teen idol in the wake of the release of 1994's full-length The First Question Award and a year later he issued the album 69/96, followed in 1996 by the remix LP 96/69. Released in 1997, Fantasma was his creative and commercial breakthrough, a kaleidoscopic, genre-hopping joy ride through contemporary musical history that became Cornelius' first American release when it was reissued by Matador a year later. Another pair of remix collections, CM and FM, followed in 1999. 2002's Point took Cornelius's sound in a more streamlined yet abstract direction that was echoed by 2006's Sensuous. The album was released in the U.S. in spring 2007. Sensurround, which featured Sensuous' videos and B-sides, arrived in fall 2008. "

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segunda-feira, 16 de março de 2009

dois blogs : minotauro e hipópotamo

Adicionar imagem
Dois blogs legais pra ver e ler.

http://hipopotamozine.blogspot.com/
Este é um blog só com desenhos de hipópotamos, feitos por algumas celebridades ou artistas de modo geral. Michel Gondry, Laerte, Lourenço Mutarelli (ao lado), Fernando Meirelles, Lobão, Gilberto Gil, etc.

http://verbeatblogs.org/manualdominotauro/
Este último só precisa dizer uma coisa:
é o blog do Laerte, um dos grandes quadrinistas brasileiros. Saca só essa poesia visual aí em cima.

pra baixar essa semana

Fecharam a comunidade "Discografias" do Orkut.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u535222.shtml
É a modernidade assustando os donos de gravadora e os artistas menos informados.
Mas a troca de música pela internet não para...

Alguns downloads interessantes para esta semana:

Altamente recomendada a nova música do St. Vincent, "The strangers". Chega no Gorilla Vs. Bear, tem lá pra baixar. Maravilhosa mesmo, a melhor coisa que já ouvi dela - mas vale lembrar que eu não ouvi ainda seus discos inteiros. Remete aos melhores momentos de Björk, sem os maneirismos: no sentido de ser pop criativo e muito bem produzido e com referencias sofisticadas a outras eras musicais... bem trilha sonora também. E não bastasse, Annie Clark tem uma irresistível aparência de atriz francesa. Difícil achar uma foto em que ela não esteja linda.

O lendário Chucrobillyman - Chicken Album (2009)
recém-lançado disco novo da banda de um homem só, o Chucrobillyman é praticante de um rock´n´roll básico do básico já virando blues. O cara é muito peculiar mesmo, cantando e tocando guitarra e bumbo da bateria ao mesmo tempo. Neste álbum usa como instrumento a viola. Link através do Nirso. Tem uma versão ótima de "Estrada da Vida".

VELHARIAS !

No Last Splash, tem o estranhíssimo e fascinante "Fantasma", do Cornelius, com sua música milimetricamente bem pensada e produzida, cheia de idéias pouco usuais. Um disco como nenhum outro, sem dúvida um dos melhores dos anos 90, deu água na boca? Keigo Oyamada é um gênio. Pessoalmente, pelo que ouvi de coisas posteriores, parece que o cara se perdeu um pouco no minimalismo (mas eu gosto muito do álbum "POINT"). Em "Fantasma", ele está explodindo de tantas boas idéias, virando a música pop pelo avesso.
Vai em frente. Tem mais coisa lá, tipo o tributo ao Beat Happening, o Thee Butchers Orchestra, etc.






Na comu Experimental Etc, alguns discos me chamaram atenção:
http://experimentaletc.blogspot.com/2009/02/chameleons.html
Descrito como um "Ok Computer" dos anos 80... eu caio fácil nesse tipo de comparação e estou baixando para averiguar.

Lá tem também o The Shaggs.
Umas irmãs sem-noção fazendo música extremamente ingênua, mas também muito livre...
Vai na WIKI e tenha uma idéia.

terça-feira, 10 de março de 2009

dicas do Ferris


... pra você curtir a vida adoidado.
o primeiro passo é convencer seus pais que você está doente.
peguei aqui, um set só de filmes dos anos 80.










http://www.flickr.com/photos/arparp/

sábado, 7 de março de 2009

Little Corrigan na terra dos signos visuais



...

Estou no processo de ler Jimmy Corrigan: The Smartest Kid on Earth, de Chris Ware.
E ler essa graphic novel é exatamente isso: um processo.
É uma leitura compensadora, mas que exige alguma concentração, especialmente quando ele usa uns quadrinhos minúsculos com letras quase indecifráveis, ou brinca com a ordem da leitura de maneiras revolucionárias.
O cara simplesmente inventou um novo estilo de quadrinho,
com uma noção muito peculiar de design, absolutamente fascinante e precisa.
Um banquete para os olhos: tem que ser visto.
É um quadrinho art-noveau como o Little Nemo, pra citar um quadrinho clássico - iniciado em 1905 - que pode ser citado como um precedente para esta sofisticação visual.
Só que Jimmy Corrigan é reprocessado por todo o acúmulo de signos visuais do século XX e além.
É Art-Noveau funcional.
Cheio de uma ironia contemporânea, mas no fundo extremamente frágil...
O retrato da infância que ele faz, de se sentir medroso e desprotegido diante de coisas novas e aparentemente ameaçadoras, é algo que me tocou muito.
Essa infância continua mesmo quando Jimmy é um adulto.
mesmo sentimento desprotegido...

Eu não conseguiria ler de uma vez só.
É uma overdose desse universo melancólico.
Necessárias algumas pausas.
Ainda por cima é um livro de 380 páginas.

"Jimmy Corrigan" foi publicado inicialmente em capítulos na Acme Novelty Library, a revista autoral de Chris Ware, a partir dos anos 90.
Segundo a Wiki, a graphic novel completa saiu em 2000.

domingo, 1 de março de 2009

lá vem WATCHMEN

Eu esqueci de chamar atenção para um especial que rolou no GRITO! sobre Watchmen.
Tem vários textos, inclusive o meu e o de Hector Lima, além de desenhos de gente muito boa em homenagem a este clássico das HQs.

http://www.revistaogrito.com/page/17/02/2009/especial-watchmen/

O filme está chegando aí... dia 06 março, dizem.
Sobre ele, não tenho muita expectativa, dizem que será bem fiel, mas como se pode resumir uma HQ de doze edições, 400 páginas, em 163 minutos?
Acredito que vai ser mais um carnaval. Um monte de gente fantasiada de Watchmen, mas a essência vai estar muito longe... bom, eu ainda não vi nenhum filme desse Zack Snyder, mas algo me diz que não deve ser coisa boa. Se Os 300 de Esparta (outra adaptação de quadrinhos de Snyder) for metade tão ruim quanto Sin City foi (e parece que esse era o nível de "fidelidade" que eles queriam alcançar), então eu tô fora definitivamente.



De todo jeito, é um ótimo pretexto para se discutir e descobrir mais a respeito de uma obra-prima, que aliás estou relendo. Os capítulos sobre o Dr. Manhattan e Roschach são especialmente interessantes. E eu amo Os Contos do Cargueiro Negro. Alan Moore poderia tentar fazer algo do gênero novamente, de repente com o próprio Dave Gibbons. De todo jeito, a HQ também tem seus aspectos que não funcionam tanto.

E nestes dias tive oportunidade folhear a edição Absolute da obra, linda. E o livro de Dave Gibbons sobre os bastidores da criação de Watchmen, muitíssimo interessante. Só um lançamento desse nível já pode ser descrito como um efeito colateral positivo do filme. Interessante ler as anotações iniciais de Moore sobre a obra, o conceito surgir, as negociações com a DC.

Um aspecto importante e pouco comentado em Watchmen são as capas. Não se vê um herói ou situação de luta, ao contrário do que seria de esperar numa HQ super-heroística, são mostrados pequenos detalhes, pequenos objetos ampliados a uma escala macroscópica, o que para época era extremamente incomum e continua sendo pouco usual nos quadrinhos de grandes editoras. Um passo em direção às capas conceituais de Dave McKean, pode-se dizer.... É um crime que a primeira edição brasileira não tenha reproduzido todas as capas. Elas são lindas, gosto muito do design delas.




hasta la vista.