segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Novo blog na vizinhança: we are disabled

O interessantíssimo blog "Polaroid Rainbow" está encerrando as atividades, dando lugar a um novo projeto, o "We are disabled". Vai lá conferir! No exato momento, estou baixando os disquinhos do Will Oldham... ou Bonnie Prince Billy ou seja lá como ele resolve se chamar! Ainda não conheço direito o sujeito não. E que tal uma excelente música do Bodies of Water num registro intimista de vídeo? Essas e outras novidades via We are disabled, doravante.

pra enfeitar um pouco mais o post, me lembrei de incluir o link da Drag City, que costuma lançar o material desse cara. http://www.dragcity.com Sempre tem uns mp3zinhos pra se baixar e excutar, de bandas interessante como Six Organs of Admittance, vai lá e pega!

E falar de Drag City necessariamente nos leva a SMOG. Pô, certas coisas que a gente vê no Youtube deixam a gente com aquele despeito. É o caso desse clipe de "Morality", pusta música que desperta o Spike Jonze que hiberna dentro de mim. Uma câmera na mão, algumas idéias na cabeça, eu faria bem melhor. A idéia do cara até que foi legal, mas poderia dar uma burilada.

Comemorando 40 anos de QUARTETO NOVO! Entrevista com Heraldo do Monte

A revista Continente Multicultural deste mês publicou uma matéria que eu fiz. É sobre o Quarteto Novo, banda que revolucionou a música brasileira ao lançar um disco 40 anos atrás. Formada pelos mestres Airto Moreira, Heraldo do Monte, Hermeto Pascoal e Theo de Barros, durou pouco tempo mas foi muito importante. Um divisor de águas para a música instrumental, incorporaram as sonoridades nordestinas em uma mistura que incluía também bossa nova e jazz. Pra baixar o disco, tentem esse link do Som Barato. (FOTO: Ensaio do Quarteto Novo, com Vandré de costas)


Infelizmente, a matéria não está funcionando no site da revista, mas quem quiser o texto é só entrar em contato comigo, OK?

A seguir, alguns trechos do bate-papo com o violeiro e guitarrista pernambucano
Heraldo do Monte (a data da entrevista é 2007, acho que final de setembro).
Muitas revelações sobre o Quarteto, incluindo partes não publicadas pela revista!

P _ No disco do Quarteto Novo, qual era a tecnologia? Dois canais?

H_ Só 2 canais! Tinha faixas que a gente mudava de instrumento. Tinha o piano que o Hermeto tocava, o técnico colocava um porção de feltro, uma coisa pra não fazer barulho durante a gravação, então ele parava de tocar piano, pegava a flauta e já tinha microfone no piano, depois ele colocava a flauta no feltro, no abafadorzinho. Eu trocava a guitarra pela viola, enquanto estava gravando. Não tinha playback na época, não tinha a possibilidade de você parar e dizer “depois eu boto essa viola”. Não. Você tinha que fazer o arranjo de maneira que tivesse um certo “buraco”, né, pra você trocar de instrumento. Então o Theo também trocava de violão pra baixo acústico em algumas músicas. Isso gravando.

P _ Como foram os ensaios para o disco?

H_ O disco foi lançado em 67 ... a gente já tinha ensaiado um ano. Eu sou ruim pra data, mas foi isso, a gente ensaiou um ano pra fazer o disco. Porque ensaiou um ano? Porque a gente não levava nada escrito, a gente não elaborava nada em casa, justamente pra ter a cara de todo mundo e não ter a cara de ninguém, a gente elaborava as coisas no ensaio. Era muito trabalhoso né, era que tal essa idéia, vamo desenvolver essa idéia, depois que você decora aquela idéia, aí alguém diz vamo partir pra essa, apaga tudo que foi feito.

P _ Todo mundo tocando junto?

H_ Não tinha playback, quem não tocasse não tocava mais, todo mundo ao vivo mesmo no estúdio. Só com aqueles separadores pra não haver vazamento do som do instrumento no microfone do outro. Todo mundo tocando, se errar vai do começo.

P _ Quanto tempo demoraram na gravação?

H_ Rapaz, sabe que eu não lembro? Não foi muito não...Se foi uma tarde, uma noite, se foi duas tardes... a gente tocava tudo nos shows, já tava tudo embaixo do dedo, tinha os improvisos, isso era gostoso no estúdio. Naquela época... é engraçado como você se condiciona. Na época em que você não tinha como fazer playback, você prestava atenção ao que você tava fazendo no estúdio. Ë uma coisa inconsciente, porque agora você pode querer prestar atenção, recuperar aquela atenção que você tinha quando não podia repetir mas você não consegue porque no fundo você sabe refazer. Ë uma coisa engraçada. A mesma coisa: você afinava muito bem o seu instrumento sem ter o afinador.Agora você afina, mas passa no afinador e vê que tem umas diferençazinhas. Coisa da tecnologia vai deixando a gente preguiçoso mas não de forma consciente, é lá nas profundezas da gente.

P _ Quem foi que produziu o disco do Quarteto ?

H_ A gente mesmo. Já tava tudo arranjado né. Tem um negócio engraçado, o Vandré quis participar na marra de uma das faixas. O disco foi gravado no Rio. A gente morava em SP na época, o Vandré, etc. A EMI pediu que a gente fosse gravar no Rio, pelo estúdio, num sei q. O Vandré queria de todo jeito participar do disco, um disco instrumental. E ninguém aceitou, mas o Hermeto falou “Olhe, na minha música, 'O Ovo', você pode fazer RARRAI!” aí pronto, foi a única participação dele no disco.

P _ Teve mais alguma coisa diferente na produção, algum cuidado especial pra captar um timbre, sei lá?

H_ Era tudo muito natural. A única coisa especial foi pedir pro Vandré fazer “Rarrai”, mas não teve nada de trabalhoso. Nada disso não, foi um pouco dá dois e manda ver. Do jeito que tá, tá. É a tal história, quando você não tem recursos parece que dá tudo certo, né? Quando você tem, dá tudo errado.

P _ Vocês faziam shows mesmo como Quarteto Novo separados de Vandré?

H_ Fazíamos. O Trio Novo, antes do Hermeto, era uma coisa mais encomendada, o Vandré cantava umas coisas meio sertanejo, no sentido do sudeste, e a gente acompanhava, uma coisa mais profissional. E aí a gente aproveitou esse tempo pra criar a coisa mais artística que a gente queria fazer, que era o Quarteto Novo.

P _ Vocês aproveitaram canções de Geraldo Vandré. “Fica mal com Deus”... havia outra dele?

H_ Só olhando no disco. Houve uma certa divisão amigável das composições. Acho que era “O Ovo” que é só do Hermeto e ficou sendo dele. Sei lá, foi um negócio meio... o fato de você estar lá como co-compositor da música não significa que você realmente é. Foi um negócio feito após, tipo “Quer essa? Quer entrar nessa?”


P _ A banda foi formada intencionalmente pra acompanhar Geraldo Vandré ou isso veio depois?

H_ Ela foi resultado profissional de uma turnê que a gente fez pra Rhodia na qual o Geraldo Vandré era o cantor e compositor, era uma turn6e de moda, de desfiles, a gente correu o Brasil, uma produção de Livio Ragan que queria o Vandré e uma coisa bem regionalista brasileira. Pediu ao Vandré pra pegar as pessoas, chamou o Airto, o Hermeto não começou, não fez essa viagem. Aí depois que nós nos reunimos, a gente começou a ter umas idéias extra-Vandré, de criar uma linguagem de improvisação brasileira, que não existia na época, novos timbres, tipo violonista de viola com flauta que hoje em dia é super usado, mas que era um premiere, uma novidade na música brasileira. E outras coisas também, o tipo de percussão também era novidade, caveira de burro esse tipo de coisa, a gente aproveitou a coisa profissional pra ir elaborando o caminho que a ia tomar.


quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Happy Undertaker, Joann Sfar, Fellini, Betty Boop

quer ver umas coisas bem legais?
http://happyundertaker.blogspot.com/
este é o site oficial do cara: http://www.drazenkozjan.com/
aqui tem coisas soltas, ilustrações e fotos também de sua autoria:
http://hypnotikeye.blogspot.com/

O mais genial sem dúvida são as HQs do Happy Undertaker. O croata Drazen Kozjan nos envolve numa idéia básica com variações a cada estória...
um cara que lombra em levar as pessoas para a cova. Clica em "Older posts" pra ver mais episódios...

O traço e o colorido são estilo retrô, muito adequados ao clima que ele quer alcançar, lembrando antigos desenhos animados e cartuns. Muita criatividade na diagramação e narrativa, delicadeza nas cores...




Aliás, isso lembrou um livro infantil em forma de quadrinhos, "O Pequeno Vampiro vai à escola", do prolífico Joann Sfar, uma grande pedida pra crianças e adultos. Um menino nota que alguém anda mexendo no seus cadernos e descobre que um pequeno vampiro frequenta sua escola à noite! Muito bom mesmo.... eu li na livraria, é curtinho. Cuidado pra não confundir, existe uma série de livros com o "pequeno vampiro" no título, mas são de outro autor.

P.S.: Mudei a descrição deste blog. Em primeiro lugar, eu pensava que alguém ia se interesser em escrever regularmente junto comigo, por isso botei o termo "colaborativo", agora vai ser "aberto a colaborações" e em segundo lugar não se trata mais exclusivamente de música.



Pra COMPLETAR o clima de assombração, segura esse vídeo. É um antigo desenho de Betty Boop ilustrando a música Zum Zum Zazoeira, do Fellini. Uma junção feita pelo nosso prezado Fernando Peres, casou direitinho, não foi? A música é genial... lembro o show deles no Rec-Beat há uns 5 anos atrás, acho. http://www.youtube.com/watch?v=UXTogOdyFG4

sábado, 10 de novembro de 2007

zoltan: Simone e Milton Nascimento, Koncz Zsuzsa!

Estou triste por Zoltan Venekey. Ele ia ser Deus, mas resolveu morrer antes. Porque não esperou até a gente filmar a cena? Acho que não tava dando pra aguentar, mas pelo menos a gente ia ter um registro em vídeo, uma atuação dele. Eu ia dirigir um clipe em que ele ia ser Deus, e ia lutar contra Fernando Peres (no papel do Biscaiteiro do Amor). Ele tava deixando a barba crescer para isso. Ia ser o combate do século! Era um homem comum se rebelando contra um Deus vingativo e autoritário... a música é do Yanna Lee. Agora a filmagem teve que dar uma morgada. Se conseguir fazer o filme, será minha homenagem a Zoltan.


Eu estava tentando achar algo de música húngara pra oferecer a vocês, algo da terra natal de Zoltan. Me lembrei de uma cantora da Hungria que nem sei o pronunciar o nome, que ele conhecia também e gostava.... Koncz Zsuzsa, tem um link dela no Last.fm, mas eu não sei se dá pra ouvir, eu sou meio inexperiente com esse site. E parece que não tem as músicas que eu conheço. A gente ficava de trocar uns discos emprestados pra que eu aprendesse mais sobre música húngara, mas isso nunca aconteceu.







Mas lembrei também dum disco brasileiro que ele disse que era bom, e por isso eu comprei. Ele conhecia muito a música brasileira. Era o "Cigarra", de Simone em começo de carreira. Não botava a menor fé, mas o disco é legal, pô! Tem pelo menos duas músicas que eu gosto muito, "Cigarra" (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos). E "Petúnia Resedá", de Gonzaguinha. Muito boas. Celebrações da vida....



PETÚNIA RESEDÁ
(Gozaga Junior)

Alô...Amigo velho, novo como vai, mas que prazer
Alô...Eu trago novidades das pessoas prá você
Por lá se canta ainda com a mesma emoção
Por lá se dança ainda ao som de um grande coração
A gente vai levando quer se queira, goste ou não
Pé na estrada, facão

Alô...Petunia Resedá já estou chegando em casa
Alô...Uma saudade imensa me queima, me arrasa
Eu gostaria que voce tivesse sempre em mente
Que é justamente nosso amor que me leva em frente
Por isso a cada dia um lugar bem diferente
Preciso conhecer e abraçar mais gente


É importante dar notícias
boca a boca, mão na mão
Por isso vou cantando pela estrada
aquela simples canção

Muito que andar por aí
Muito que viver por aí
Muito que aprender
Muito que aprontar
Por aí...



E aqui a performance de Milton e Simone cantando "Cigarra". Na maior felicidade, com carinho ...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

REICH 50 anos

interessante pra quem tá no Recife e
viaja nas ondas da bioenergética.
Wilhelm Reich continua relevante e
o Gaiarsa é um cara que sabe das coisas.
foi legal e inusitado ver o cara no programa do Samir Abou Hana (eh o auto-intitulado "secretário da cidade"!). Agora neste momento de liseu, gostaria apenas que fosse mais barato o acesso...

check it out

Seminário - REICH, 50 anos depois

DATA: 10 de novembro de 2007

LOCAL: Escola Mater Christi – Av. 17 de Agosto, 1872 - Casa Forte – Recife


várias oficinas e palestras, destacando

"O QUE REICH NÃO QUIS VER" / "O SONHO DE REICH ESTÁ ACONTECENDO"

José Ângelo Gaiarsa (Convidado Especial)

mais info no site

domingo, 4 de novembro de 2007

entrevista _ QUINZEDENE _ parte 1


QUINZEDENE é uma das maiores revelações musicais de 2007. Pelo menos pra mim, já entrou no panteão de bandas muito legais que são injustamente ignoradas até dentro do circuito underground... como o Howling Hex (aliás, nem sei se há alguma relação de influência, mas os dois tem um certo desleixo agradável na produção).

Bom, é a primeira vez que faço uma entrevista em nome deste humilde blog! Um marco, sem dúvida! E estreando com essa banda que é sensacional, diretamente de São José dos Campos, SP, vamos à entrevista com BRENO BACCI - além de tocar guitarra e baixo, faz vocal e é o principal compositor. Um ótimo letrista, por sinal.

1) qual a formação atual do Quinzedene? É você sozinho que assina as músicas? Tem parcerias? onde você costuma gravar as músicas? Quem gravou com você?
Hmmm.. Essa pergunta é difícil... Eu vejo a Quinzedene como um grupo de amigos num projeto interminável... Todas as pessoas que colaboraram (e ainda colaboram) com as gravações e composições já foram parceiras de banda no passado, e atualmente não têm nenhum projeto sério. De todo o arquivo de músicas que tenho gravadas, a maioria foi composta por mim. Divido a autoria de "Cabô" com Phillipe Sousa e meu irmão Bruno Bacci; as cinco músicas com bateria (Helpless Melancholy, Fifteen Days, Bullshit Propaganda, Either e For Planes the Sky) foram compostas por mim e pelo André Dell'Áquila, e diversos outros amigos ajudaram na gravação de algumas faixas. Estas cinco músicas deram origem ao nome do projeto - inicialmente para identificar as gravações no computador, chamava-se "Quinze Dias de Maconha" ;) Com o tempo e a preguiça de digitar, passou-se a chamar simplesmente QUINZEDENE. Algumas músicas foram compostas antes destes "'quinze dias" que nos enfurnamos na casa do André para gravar. A grande maioria foi composta depois e gravada na minha casa, com a colaboração dele e de outros amigos. Todas as letras foram compostas exclusivamente por mim, exceto por "Cabô", que foi escrita em conjunto com o Phillipe. A gravação, que poderíamos chamar de "semi-artesanal", é normalmente feita com equipamentos "que dão pro gasto," em nossos computadores. Passei a dividir o processo de gravação/composição em quatro estágios.. O quarto e último será quando iremos a um estúdio profissional para gravar com o máximo de qualidade possível.










2) dá pra notar um estilo rock and roll clássico, cru, puxando pro folk/blues. de onde vem isso, quais são as tuas influências?
Eu cresci cantando Elvis Presley e as modas de viola mais roots da época. Passei por uns períodos negros no que se refere a gostos musicais, até redescobrir o rock and roll clássico com Beatles, The Doors e Led Zeppelin. Não demorou muito até que eu me apaixonasse por Bob Dylan, Wilson Pickett, Aretha, etc... Para evitar ficar me repetindo nos acertos dos outros, sempre tento misturar minhas influências com aquilo que gosto do que está na moda (White Stripes, Black Crowes, Joss Stone..), com aquilo que aprendi a gostar com meus amigos (Grunge e Punk); e com aquilo que todos nós gostamos, embora dificilmente vamos admitir (Samba, Soul, Funk, etc).



3) Você planeja dominar o mundo? ou é apenas um cara tímido que vai sempre ficar no anonimato?
Sim, eu sou tímido, mas não gosto da idéia de ficar para sempre no anonimato. Mas não gosto da idéia de fazer qualquer coisa para alcançar notoriedade. Por esta razão, venho tentando divulgar nosso trabalho pela internet. É difícil dizer o que eu não faria de modo algum pela fama, mas acho que pacto com diabo e gravar um álbum idiota pra tocar no Faustão seriam algumas delas. Quanto a dominar o mundo, acredito que minhas letras trazem mensagens que podem sim ser úteis para algumas pessoas. No entanto, sinto-me obrigado a ser coerente com o que escrevo. Eu falo de simplicidade, de honestidade e humildade. Minha vontade de ver milhões de pessoas cantando minhas músicas e ganhar rios de dinheiro não pode vir primeiro que esses valores.

4) Descreva um típico ensaio do Quinzedene. Como é, rola muita bagunça e drogas?
Hehehe... Já rolou muito mais... Hoje somos quase senhores!! Falando sério, não é um requisito básico; mas todos nós somos adeptos da filosofia psicodélica, em maior ou menor grau. Hoje em dia preferimos deixar os excessos para depois do ensaio, no entanto. Mas, geralmente, todo ensaio é confundido com festa.

5) Como encara essa questão de português versus inglês nas letras ? Existe algum motivo específico pra você fazer mais letras em inglês ? Você acha que o português vai ser extinto? Em quanto tempo?
Escrever em português é mais difícil. Não é que eu não o faça por preguiça, mas é muito mais fácil que você acabe parecendo um grande idiota - basta ouvir algumas bandas no PalcoMp3. Dois motivos básicos me levam a escrever mais em inglês: 1- tenho mais facilidade para expor idéias de maneira poética, criar melodias de vocal e adaptá-las ao instrumental quando escrevo em inglês; 2- infelizmente, nossa língua não chega nem perto de ser tão universal quanto o inglês... Não escrevo SÓ para os brasileiros e portugueses, mas tento fazer minha mensagem ser ouvida pelo maior número de pessoas... Muitos brasileiros podem entender o que canto, mas quantas pessoas no mundo conseguem entender quando canto em português?

Um outro motivo menor... Não entendo o porquê de tantos brasileiros defenderem nossa língua pátria tão firmemente da "invasão inglesa"... Pelo pouco que sei da história de nosso país, a gente deveria odiar nossa herança lusitana, e não amá-la... Minha opinião é que a xenofobia brasileira é um tanto quanto burra. Quantas músicas em tupi ou em línguas africanas sabemos cantar? De um lado defendemos nosso idioma dos estrangeirismos e o usamos como uma barreira contra nossos "hermanos" latino-americanos. Do outro lado, nos tornamos nos últimos anos a exata cópia do consumismo frenético anglo-saxão... Afinal de contas, queremos ou não nos tornar os Estados Unidos do século 21? Tomara que não, mas tenho uma impressão que o Brasil tem uma propensão a pegar tudo que é ruim da cada civilização. Este "ódio ao inglês" tipicamente francês é algo que considero uma grande bobagem, tanto aqui como lá. Não sou daqueles que considera a globalização como a uniformização das culturas - acredito que um maior intercâmbio é benéfico a todas as culturas, se nos prevenirmos das tolas tentativas de massificação do saber criativo.

Acredito que o português jamais vai morrer. Nem o latim morreu ainda, na minha opinião.

Até mais Germano, desculpa pelas respostas longas.. ;)

Essas foram as respostas de Breno... depois a gente conversa mais e publico aqui pra todo mundo ter acesso. BeLeZa?

sábado, 3 de novembro de 2007

JUAN BASTOS : Loop di Love

Loop di Love.
O que mais posso dizer! É inacreditável! Um certo Juan Bastos que teria feito sucesso com esse single (b-side: I Follow You) na Europa (Bélgica, Holanda, Alemanha, com certeza) em 1971. A informação disponível sobre ele é pouquíssima e parece que a carreira do cara não foi muito longe. A letra é muito, muito boa, conta uma estorinha que fica bizarra (SPOILER) quando se revela que a mulher pede dinheiro pelo sexo. É uma canção perfeita. Contagiante, parece infantil, mas é uma das melhores músicas que eu já ouvi sobre esse(s) tema(s) (tesão, flerte, paixão, etc.). As frases não tem nada de clichê, são um relato bem direto e poético ao mesmo tempo ("sua cintura estava balançando como um navio... o jeito como me olhou me deixou doente")


...


Esse clipe em preto e branco é muito legal. Idéias simples, meio inocentes. As meninas aparecem na varanda para fazer o coro... o cara era o bonitão das costeletas... o que terá acontecido a ele? Ele teria lançado um outro single, "Holy Glory Girl" pelo selo Pink Elephant. Curioso porque parece que sua base de operações era a Holanda, mas pelo nome ele devia ser espanhol?



Curiosamente, nesse programa de auditório ele troca um verso da música : o "come on and let us go to bed" (vamos ir pra cama) por um menos explícito "i love you girl you make me mad" (te amo, você me deixa louco).

ó a letra aí.

I saw you walking down the street (Love, di Loop, di Love)
Your hair was hanging down to knees (Love, di Loop, di Love)
Your waist was waving like a ship (Love, di Loop, di Love)
The way you looked make me sick (Love, di Loop, di Love)

I risk a glance, you gave a smile (Love, di Loop, di Love)
I couldn't breath, felt really high (Love, di Loop, di Love)
Some other man were standing 'round (Love, di Loop, di Love)
You looked at me, this made me proud (Love, di Loop, di Love)

I asked you: "Baby, what's the time?" (Love, di Loop, di Love)
You looked right deep into my eyes (Love, di Loop, di Love)
It made me brave and soon you smiled (Love, di Loop, di Love)
Said: "What you gonna do tonight?" (Love, di Loop, di Love)

"I'm in the mood of going out" (Love, di Loop, di Love)
You held my hand and then we went (Love, di Loop, di Love)
To different places 'till I said (Love, di Loop, di Love)
"Come on and let us go to bed" (Love, di Loop, di Love)

You made me singing "Loop di loo" (Love, di Loop, di Love)
You made me singing "Loop di love" (Love, di Loop, di Love)
Love, di loop, di loop, di love (Love, di Loop, di Love)
Love, di loop, di loop, di love (Love, di Loop, di Love)

We're singing "Loop di loop di love" (Love, di Loop, di Love)
We're doing "Loop di loop di love" (Love, di Loop, di Love)
Love, di loop, di loop, di love (Love, di Loop, di Love)
Love, di loop, di loop, di love (Love, di Loop, di Love)

I kiss your lips and close your eyes (Love, di Loop, di Love)
You held me tight and kiss you twice (Love, di Loop, di Love)
You started loving in a way (Love, di Loop, di Love)
'Till there was nothing to be said (Love, di Loop, di Love)

And then you whispered in my ear (Love, di Loop, di Love)
"It's time to pay the work, my dear (Love, di Loop, di Love)
I hope you are really satisfied
Anotherone's waitin' outside" (Love, di Loop, di Love)

You made me singing "Loop di loo" (Love, di Loop, di Love)
You made me singing "Loop di love" (Love, di Loop, di Love)
Love, di loop, di loop, di love (Love, di Loop, di Love)
Love, di loop, di loop, di love (Love, di Loop, di Love)

We're singing "Loop di loop di love" (Love, di Loop, di Love)
We're doing "Loop di loop di love" (Love, di Loop, di Love)
Love, di loop, di loop, di love (Love, di Loop, di Love)

P.S.: Conheci essa música através do sempre excelente blog CRUD CRUD. E informações foram encontradas nos comentários sobre o post. Curiosamente o CrudCrud aponta o disco como sendo de 1969, pela Bellaphon, mas será que é isso mesmo? E a música realmente só veio estourar em 1971?

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

SUPERMAN ... morrison/quitely/grant.


O sujeito é careca e chama-se Grant Morrison, o super roteirista. O Frank Quitely tem algum cabelo e é um super desenhista. ALL-STAR SUPERMAN está sendo publicada no Brasil pela Panini, sob o título GRANDES ASTROS SUPERMAN . É interessante e desvinculada de cronologias e continuidades - uma revista onde Morrison tinha carta branca pra fazer a sua versão do Super. Lê-se como se fosse mitologia (tem participação de Sansão e Atlas no número 3), ou como um filme bem ágil... é super-bem-feito enquanto HQ, o Quitely tá desenhando muito e nunca deixa o design das páginas nos entediar. Deve ser mencionado também o tal do Jamie Grant, que é responsável pela arte-final digital e pelas cores, e tá fazendo um trabalho incredible. Aqui tem um fórum muito legal onde está sendo discutida a participação desta 3a figura na revista: http://www.barbelith.com/topic/22644/from/630 .

aqui uma entrevista do Morrison
http://www.silverbulletcomicbooks.com/features/112602239631900.htm


p.s.:
Vivendo e aprendendo....
Morrison e Quitely conceberam juntos a arte
de um cd do Robbie Williams.
ESTE AÍ ao lado, Intensive Care.
yef4#@@#%899rrr+
é isso. depois eu volto a esse tema....
queria falar mais sobre Morrison e inclusive sobre
OS SETE SOLDADOS DA VITÓRIA.
aquele SUPER abraço

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

KIM KARDASHIAN

alô criançada... me senti na obrigação de escrever alguma coisa, mas na verdade não sei o quê exatamente. então vou aproveitar pra botar uma foto da mulher mais gostosa da nossa era: Kim Kardashian. A notícia quente é que ela vai aparecer na Playboy. Pra quem já viu o vídeo picante que vazou pela internet, isso é fichinha, eu sei. Pudera, a moça é amiguinha da Paris.... eu vi uma foto das duas na praia... elas tem fixação por esses óculos escuros gigantescos.

"It's been widely reported that Kim Kardashian recently did a photoshoot for Playboy. But Usmagazine.com has learned exclusively that Playboy chief Hugh Hefner has selected Kardashian as the magazine's December cover girl!" http://usmagazine.com/node/12002

"Embora a socialite Kim Kardashian assegure que não foi ela quem colocou à venda o vídeo de alto conteúdo sexual, Kim Kardashian Super Star, onde aparece fazendo sexo com o cantor de hip-hop Ray - irmão da atriz e cantora Brandy-, a empresa responsável pela divulgação do DVD, Vivid Entertaiment, afirmou o seguinte: Kim e Ray J receberam US$ 1 milhão cada um pelas imagens e ainda lucrarão com a venda do vídeo.
Os dois, que foram namorados há três anos, assinaram um termo de autorização e, por isso, estão de acordo com a venda do DVD que chegará às lojas no final deste mês.
Kim disse em entrevista ao programa Daily Ten que ela e seus advogados estudam processar a companhia."

FONTE: O FUXICO

realmente, esse post não foi muito cultural...
Mas eu não ser consigo ser cabeça o tempo inteiro, né?

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

capa cat power

Com preguiça de escrever, mas esse assunto me tirou do marasmo. Tá pra sair o novo da Cat Power... intitula-se JUKEBOX, capa e tracklist já divulgados pela Matador Records. A foto dela sempre linda garante o interesse, mas o design parece que tem algo fora do lugar, ou no lugar demais. Me lembrou a capa do Rapture, "Pieces of the people we love", mas sem o mesmo brilho. Definitivamente é um disco a ser procurado, escutado e apreciado, pois deve ser uma continuação da proposta do The Covers Record (de 2000), que é maravilhoso. Ela escolhia músicas fenomenais, e ainda sapecava na interpretação, recriando completamente as composições dos outros e às vezes as suas próprias. O repertório desse novo disco vai incluir Bob Dylan, James Brown, Hank Williams, Billie Holliday e outros.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

darma, noel, sonora

Darma Lóvers, Os The
a banda une pensamento budista a um rock psicodélico leve... o primeiro disco deles me fez um bem danado, tem um lado meio auto-ajuda* nisso. Claro, periga muito ficar muito doce, isso acontece também e o canto em uníssono do casal às vezes enche, mas tire o preconceito diante de uma proposta dessas. No fim das contas eles conseguem fazer canções pop, muito bem feitas e com letras consistentes. difícil ver algo tão bem composto na maioria das bandas de rock brasileiras, que cá entre nós, em geral beiram a indigência poética. podem causar algum estranhamento alguns termos e referências ao mundo budista deles, mas a maioria das músicas fala sobre questões bem universais. Tem a luminosa simplicidade de "Sweet Lama" e "Diamante", tem as questões existenciais de "Peixes", uma versão interessante para música de Lenny Kravitz. É um bonito disco pop feito por pessoas inteligentes. Vai no Som Barato fazer o download?. Outro disco tem lá também, mas eu não ouvi não.

"Nós morremos como peixes
O amor que não vivemos
Satisfeitos mais ou menos
Todas iscas que mordemos
Os anzóis atravessados , nossos gritos abafados ..."
(letra e música de Nenung)

* sem perder a qualidade, inclusive galera vou fundar um novo estilo musical em breve, o pós-rock de auto-ajuda, com a música "Eu quero mesmo é alto astral na minha vida". Influências de guitarrada do Pará, quem tiver a fim de participar, mande currículo pra germanra@gmail.com!

NOEL ROSA
No Som Barato tá rolando também muita coisa de Noel Rosa, gravações antiquíssimas... Noel é bom demais, o "Queixadinha", como diria Adoniran. Um letrista fora de série, ironia e bom humor, às vezes versos de cortar o coração! Essas gravações são relíquias... e tem grandes ínterpretes como Mário Reis. A figura ao lado é um auto-retrato em guache de Noel.

Falando em Noel, lembrei do SONORA MADEIRA. Grupo ótimo ao interpretar grandes clássicos de samba. A Kaica, além de cantar muito, é excelente compositora. E não é só pela amizade que estou falando isso não. A versão que eles fizeram pra Três Apitos ficou clássica! Muito boa mesmo... A versão aqui disponível tá no Youtube, mas não é um clipe nem filmagem, é só pra se escutar a música.

http://www.youtube.com/watch?v=zekJxaG9-q0
e tem mais aqui...
http://www.tabernanordestina.com.br/sonoramadeira.htm
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=29119663

"Você que atende ao apito de uma chaminé de barro /
porque não atende ao grito tão aflito da buzina do meu carro?"


a agenda Sonora, pra quem mora pros lados de R3cife e Olinda: Quartas Di Samba na Toca da Joana: esta quarta 10/10 a Sonora Madeira se apresenta em Casa Amarela, na Toca da Joana. (N. do E: Cobra-se aquele velho couvert de R$ 5...) Quintas no Caldinho do Dogão (esse nome é ótimo!) na orla de Olinda. Sextas no Inspiração Nordestina também na orla de Olinda.

a foto aí é de Osmário Marques. bonita, hein?

domingo, 30 de setembro de 2007

NAZARÉ PEREIRA

...
Caramba... NAZARÉ PEREIRA! Você nunca ouviu falar? Normal. Pouca gente conhece. Mas como se explica, se ela é tão absurdamente boa? Como é que ela não é citada entre as grandes cantoras brasileiras? Que ostracismo mais estranho! Nazaré é de uma poesia simples, a música dela é muito povão no melhor sentido do termo. Talvez seja isso? Ela estaria alinhada a tradição de uma Clara Nunes... é coisa do mato, do terreiro, cheiro de chão. Calorosa, rústica, doce. Brasil de dentro. Baião, toada, berimbau, sanfona. Eu fui criado ouvindo suas músicas e talvez minha opinião seja imparcial. Mas não é tudo que você ouvia quando pequeno que você vai continuar ouvindo adulto, certo? E com Nazaré, eu quero ouvir cada vez mais. O disco CAIXA DE SOL é um dos meus preferidos de música brasileira.

"A caixa de sol do povo
é o coração do mundo
onde o homem dá as mãos
pra viver em igualdade
buscando uma paz eterna
mas lutando o tempo todo
combatendo toda a guerra"



Na verdade, assim que eu comecei o blog, já pensava em divulgar a música de Nazaré, disponibilizá-la aqui era uma das minhas prioridades. Eu fui devagar: felizmente o Som Barato tomou a dianteira e postou dois discos da cantora, o excelente CAIXA DE SOL (1981) e o Amazônia (1979), que eu ainda não ouvi. Não sei se na época a Nazaré teve o destaque que merecia: pelo que me disseram meus pais, ela nunca foi muito conhecida, o que é uma pena. A notícia que tive alguns atrás é que ela continuaria morando na França, o que talvez acirre este desconhecimento da sua obra por aqui... o contato disponível na sua página diz que ela está em Paris. Só não sei se a página está sendo atualizada.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Monstro Amor e concursos... não é pra ser funcionário público não!

Avisos pra quem se aventura realizando contos, vídeos, roteiros, música. Abriu a temporada de concursos e festivais da prefeitura do Recife... essa semana ainda rola o SPA - Semana de Artes Visuais! Muita viagem e viadagem de artista plástico! Mas tem muita coisa legal....
Tem um negócio que eu tava louco pra ir mas não vou poder, é a apresentação do MONSTRO AMOR, saca o anúncio de Evandro Q?

"Dia, 29 de setembro (próximo sábado) eu e o Monstro Amor iremos detonar o Prédio Ocupação do SPA das Artes! Não vá se não quiser correr o risco de sair ferido (não pagaremos indenização a ninguém). A parada com o Monstro tá marcada para tardão da noite mas a discotecagem esquizofrênica começa cedo ...Para chegar ao local é simples: tem uma agência do Bradesco na Rua Marquês de Olinda ( Recife Antigo)...o Prédio Ocupação fica por trás!! É só dar meia volta no quarteirão! O Monstro espera vc lá!"

E está rolando inscrições para: Pátio do Rock (até amanhã, dia 28), Concurso de Contos Luis Jardim (até 19 de outubro), concurso de roteiros Ary Severo/Firmo Neto , e ainda tem o IX Festival de Vídeo, com suas várias categorias, preparem-se! ... e o pior é que talvez eu participe de todos esses concursos. Eu atiro pra todo lado mesmo, não tenho nada a perder.

"As inscrições para o 5º Concurso de Contos Luís Jardim foram prorrogadas até 19 de outubro. O concurso é realizado pela Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR), por meio da Biblioteca Popular de Casa Amarela. O evento tem o objetivo de estimular a leitura, a criação literária em geral e de descobrir e divulgar novos talentos. Qualquer pessoa maior de 18 anos pode participar, exceto funcionários das bibliotecas públicas municipais.

Agora, os contos devem ser entregues pessoalmente, até dia 19 de outubro, na Biblioteca da Casa Amarela, na Rua Major Afonso Leal, s/nº, aos cuidados da Comissão Julgadora do 5º Concurso de Contos Luís Jardim. No ato da entrega, o participante receberá um comprovante de inscrição. Também serão aceitas inscrições através dos Correios postadas até a referida data estabelecida. Os três primeiros lugares receberão prêmios em dinheiro, R$ 600, R$ 400 e R$ 300, respectivamente. Também serão concedidas duas menções honrosas."

sábado, 22 de setembro de 2007

garage hangover : velharias dos 60 pra baixar!

Se tem alguns sites que fazem um serviço inestimável pela música, um deles é o Garage Hangover. Só bandas mais ou menos obscuras dos anos 60. É banda que não acaba mais e sempre com textos ou entrevistas elucidativos. Na sua maioria são bandas que só deixaram compactos (singles) de pouca repercussão. Algumas desobertas empolgantes podem ser feitas lá pra quem tiver a paciência de cascavilhar. Vou abrir o jogo e revelar algumas das minhas preferidas, mas lembrar que não ouvi tudo que tem lá (pudera, o site é enorme).







Querendo um som pra animar festa, vá direto nos Mauroks: "Susan" e sua batida insinuante. A banda se formou no final dos anos 60, a partir de uma banda chamada The Counts (fotos das bandas).
















Num extremo oposto temos os engomadinhos aí do Mail Order, com uma das músicas mais lindas que ouvi esse ano, a existencial "The things before me". The sky is red, the sun's declining...Lembra um pouco Simon & Garfunkel, um pouco Mamas & the Papas, e tem uma produção à altura, adicionando elementos simples que fazem a diferença, dando um clima meio épico. Querendo mais baladinhas, recomenda-se Hangmen e sua bela "The Girl Who Faded Away". É bem a cara dos anos 60, meio fase inicial dos Beatles na linha melódica e no vocal. Deles tem também "Bad Goodbye", com outro vocalista e estilo completamente diferente, meio Velvet Underground. Falando em coisas típicas daquele tempo, o corinho de "Take her back" do Zephyrs chega a ser engraçado.




Claro, tem o lado garageiro de sonoridades distorcidas, que às vezes misturam romantismo com proto-punk! The Juveniles exemplificam bem isso com "Let me tell you girl". O som sujão e abusado do Far End em "Don't Invite Me Over", surpreende que sua outra música disponível, "Please don't say", seja uma música de amor bem mais leve - porém sóbria. Ugly Ducklings tocando "Nothin'". Outra coisa muito boa é The Stains cantando "Did you ever have to make up your mind". Descobri agora, a música era do repertório do Lovin' Spoonful. Ficou genial MESMO, a versão do Stains dá um toque antiquado que casou perfeitamente com a canção. Comparem com a versão original.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Cocktail























Fui aos dois dias de No Ar Coquetel Molotov 2007 num esquema gastro-empresarial. Ocorreram algumas coisas muito boas e outras chatas. No primeiro time estiveram a Love is All, show sueco com sabor muito pop, às vezes histérico demais, às vezes inconsistente, mas inegavelmente animado. "Pop sinuoso com vocal de menininha safada é o meu fraco", já dizia um amigo meu: e esse ano o destaque do festival foram os vocais femininos. A Cibelle me surpreendeu, porque eu ouvia alguma coisa dela no MySpace e achava mais ou menos, no palco eu achei bem bom, teve uma versão que ela fez pra uma música de Tom Jobim que foi de pirar o cabeção. Ela canta muito. Depois veio o show da Nouvelle Vague. Fico meio com pé atrás na proposta deles, uma vez que às vezes acho frio e calculado demais. E o show começou assim, meio frio, mas lá pro final já tava muito quentchura e eu mudei de opinião. Tem algumas músicas que realmente ficam legais na versão deles, como Teenage Kicks do Undertones. Outras ficam nada a ver, como Guns of Brixton, do Clash. Mas a platéia tava na mão da banda. Foi bonito o corinho de Love will tear us apart, só a platéia..... Hello Saferide: composições excelentes e performance boa, mas é talvez fofa demais e o show pede mais dinamismo e surpresas. Prefuse 73 foi interessante, mas um tanto repetitivo nas batidas hip-hop. Wado é inteligente, às vezes legal, às vezes chato. Supercordas não causou grande impressão (o som tava ruim também). Fóssil é boa, agradou na primeira música, depois entrou num pós-rock redundante. Vi a última música da Elma e pareceu que perdi um bom show, assim como perdi os de Conceição Tchubas e Suburban Kids With Biblical Names. Você pode conferir, por exemplo, o que o Bruno Nogueira tem a dizer sobre os dois dias do festival e mais. E acha um bocado de coisa já no E o tubi?. Ah, e tinha um videokê rolando por lá, você cantava pra ganhar um cd. Eu cantei pelo menos umas cinco músicas, incluindo Offspring, B-52s e uma do Thin Lizzy que eu nem conhecia. Devo ter sido o campeão. É isso que tenho a dizer no momento, stay tuned for more rock & roll with the Ramones. Aliás, em breve um post de auto-promoção.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

o mundo mágico dos salgadinhos roots!

O fim está próximo, meus amigos. Este mundo está pra acabar. Eu achei um salgadinho de INHAME no supermercado! Sério, eu tinha que registrar isto. Notei agora que estou levemente atrasado, pois o lançamento ocorreu no começo deste ano. É uma linha da Elma Chips chamada Sabores da Terra, que também inclui o salgadinho de mandioca (ou macaxeira, como se chama no nosso estado). Então, eu comprei o troço, mas esperei dois dias pra experimentar... me acostumando com a idéia. Acabei comendo agora, e o sabor me lembrou macaxeira frita! Mas o que eu comprei não devia ser de inhame? Sei lá. Como foi dito no mentesdesign, uma autoridade nesses assuntos, o salgado não é salgado em excesso e até que é bonzinho, embora um tanto sem gosto.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

tergiversando

Madalena Moog é um blog novo pra mim... tem alguns textos interessantes. esse por exemplo é o Elvis Costello falando sobre canções e composição, mas de uma maneira absurda e não-linear. Tem um ótimo sobre a questão da perda de qualidade sonora com os novos formatos que sucederam a derrocada do vinil. E um texto longo sobre os Beatles, ótimo. Esses textos foram tirado da revista Piauí. Revista q eu deveria estar acompanhando nas bancas se tivesse um pouco mais de dinheiro e não gastasse tudo com quadrinhos. Falando nisso, eles sempre publicam muitos quadrinhos legais nela. Este mês tem Joe Sacco, por exemplo. No entanto, temos a versão online aí disponível.... sobre esse tema no puedo deixar de recomendar o blog do André Dib, o Quadro Mágico. O mais bem-feito daqui das redondezas pernambucanas... E o assunto lá é a nona edição do FIHQ, em cartaz naTorre Malakoff. Vale dar uma olhada. E o endereço do Dan Goodsell, cheio de fotos locas do Mr. Toast e desenhos do Sugar Bear? Também vale conferir. O tipo de coisa bacana que você encontra no Journalista! um dos mais atentos do mundo da HQ e ilustração na web. Pudera, é tipo um blog do The Comics Journal! Ok, já tergiversei.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

sei lá, mil coisas








Sério, pequenos avisos! vai rolar esse fim de semana o NO AR COQUETEL MOLOTOV festival indie ansiosamente aguardado aqui no Recife. Entre as atrações: Love is All, Nouvelle Vague, Prefuse 73, Supercordas, Conceição Tchubas, Hello Saferide, Suburban Kids With Biblical Names, Fossil. E claro, a Cibelle que na foto ao lado tá posando de modelo pra uma garota que faz desenhos e camisas legais. Muita coisa que me é desconhecida e eu fiquei com preguiça de procurar na Internet... mas às vezes se tem surpresas ótimas nesse festival... me lembro do Berg Sans Nipple que foi fuderoso no longínquo ano de 2005. Não percam também a mostra de filmes e os debates.



Outro aviso. Rolando no CRUD CRUD uns mp3s de música húngara. Um disco de 1971. Só me lembro do meu amigo Zoltan Venekey.... Impressione os seus conhecidos mostrando essas músicas obscuras! Um lance meio roots... E aliás, fiquei muito emocionado agora, porque vi este humilde blog ninja entre os links do Crud Crud. Sério, sem frescura! Aliás, meu obrigado ao André Balaio também... que comentou o blog em uma de suas colunas HEY!


E o novo disco do Devendra Banhart, Smokey Rolls Down Thunder Canyon? Dá pra baixar, gracias Una Piel de Astracan. Muito bom! Associam normalmente ao folk, mas há muitos outros elementos! Tem um lado Elvis Presley, um lado glam rock, um lado música de cabaré... inclassificável. Sim, tem a participação do hermano Rodrigo Amarante, numa faixa cantada em português, mas não é nem de longe a melhor faixa do disco. Ouçam "Tonada Yanomaminista"! Sem dúvida o Devendra é uma figura das mais carismáticas no cenário pop, com seu talento para forjar a imagem de sex symbol bizarro! Depois dessa foto aqui...

terça-feira, 4 de setembro de 2007

preciosidades videoclípticas













Semana sem internet... na enxurrada de coisas que rolaram neste tempo, teve o lançamento do clipe/single do Animal Collective: Peacebone, musiquinha que mais impregnou minha mente esses dias. O clipe é bizarrinho e bonito, como a música o é. Se bem que a música é bem mais fofa, não tem essas nojeiras de baba alienígena... direção de www.timothysaccenti.com, um pusta fotógrafo que já trabalhou com TV on the Radio, Air, etc. Uma sacada rápida no site dele e tem um clipe belezinha de uma banda que ouvi falar há pouco, o Battles, com "Atlas". Dá pra ver numa resolução infitamente superior ao Youtube...



Falando no diabo e aproveitando q finalmente aprendi a botar vídeos do Youtube no blog , vamo ver uma tosqueira d3mo do Loveme To Times, duo paulistano já extinto, tocando "Debaser" do Pixies. Só guitarra, bateria e mó tesão de tocar! Performance fudida de Reginoise (estou tentando emular o dialeto paulistês). Essa é outra que grudou na minha cabeça esses últimos dias. O diretor do "clipe" (não creditado) chama-se Aroldo Araújo, reparem nos movimentos de câmera. Procurando "loveme demo" (ama-me demônio) surgem mais 3 clipes da Loveme To Times, inclusive música própria, numa encruzilhada à meia-noite. Vamo ver se funciona?