tos de vocês não curtiram a repercussão da Luíza que estava no Canadá.
c c
Propagandas de apartamento são a forma mais rasteira de publicidade que existe, empatado com comercial de supermercado e de farmácia. Não se espera nenhuma criatividade vinda daí. E não que o comercial da Luíza seja lá essas coisas, é fraquinho como todos esses comerciais, se não fosse pelo detalhe da Luíza estar no Canadá. Na hora h, o pai da família menciona o Canadá, a Luíza, adicionando uma dimensão afetiva, pois sente falta da filha e TEM que mencionar que ela está viajando. A família está incompleta, o que é comovente. Ele menciona o Canadá, talvez porque TEM que falar nesse intercâmbio chique que a menina tá fazendo, ostentar. Então pelo lado afetivo ou pelo lado sociológico, esse comercial ganha uma vida que nenhum comercial de apartamentos jamais teve.
E comercial de apartamento é um assunto ou não-assunto exclusivamente local. Fica restrito a uma cidade ou a um estado. Palmas pra Luíza que furou esse bloqueio e ficou famosa até no Canadá! Seja pela falta do que fazer, tiração de onda ou sei lá o que, o Brasil adotou como um MEME. Não adianta apresentador de telejornal vir com nhenhenhém; Luíza é sim um bom motivo pra conversar pois todo ser humano tem necessidade de conversar besteira.
De quebra, o assunto inspirou essas e outras musiquetas...
m1 m1
m2 m2
sábado, 21 de janeiro de 2012
Luíza no Canadá obra-prima das propagandas de apê
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Minha Sereia
Partindo pra Alagoas, embora não pra Pajuçara nem Maceió, deixo ocês com essa música.
....um ótimo reveião pra todos!
http://youtu.be/zVu0vleEQ-Q
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2011
Esse ano não vou nem fazer muita retrospectiva, porque nem prestei tanta atenção assim, ou melhor: meu coração estava menos aberto.
Foi um ano infernal pra mim, sob alguns aspectos emocionais. De modo que meu comentário sobre 2011 é resumido pela fala de Adam Warlock em seus momentos finais.
"Pois neste período, as coisas que me importavam e que eu conquistei desmoronaram. Todos aqueles que eu amava agora jazem mortos. Minha vida foi um fracasso. Eu agradeço este fim".
Roteiro e arte de Jim Starlin, brilhante.
CALMA gente meu ano nao foi tão ruim assim. Conquistei muitas coisas, fiz alguns passos importantes, e creio que 2012 vai ser uma época de colher frutos de alguns trabalhos q fiz.
Mas assim como Adam Warlock, eu agradeço este fim, pois significa um recomeço. E não, o mundo não vai acabar ano que vem, seus otários preguiçosos. Vocês ainda vão ter que viver!
Que venha 2012, com todas suas realizações alegrias e desafios!
PS: essas 3 imagens são de uma única e fatídica página da revista Warlock #11 (anos 70, o ano eu não sei). Eu "fatiei" pra que o blogger não diminuísse demais o tamanho delas, mas mesmo assim, clique pra ampliar.
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Bootleg ´11
Ùltimas postagens do ano, tem algo que eu não botei aqui ainda por puro vacilo: a coletânea Bootleg ´11 do blog Outros Críticos. Eu participei com a arte da capa e uma faixa chamada "Assombrações" que a galera do blog curtiu a ponto de escolher como faixa de abertura. E estou em ótimas companhias. Da coleta participam: Graveola, Novanguarda, Jean Nicholas, HVB, Ana Ghandra, Trio Eterno, Flávia Muniz, Victor Toscano, Diaton, entre outros. São sempre gravações obscuras de autores do cenário independente. Já é, pelos meus cálculos, a 3a vez q eu participo. Todo ano tem: se ligue pra chegar junto na próxima. Saca lá no link.
http://outroscriticos.blogspot.com/2011/12/lancamento-bootleg11-coletanea.html
e pode ouvir por aqui tb
Coletânea Bootleg'11 by blogoutroscriticos
Boa fruição (freeeeeeeeescow!!!!!!!!!!)
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
recife tecno brega
Na terça, fui a festa do Morro da Conceição, festa muito tradicional aqui no Recife. A gente parou num barzinho q o DJ tava botando grandes sucessos do tecno brega local. Tá rolando esse lance aí todo de "Novinha", palavra da moda, e eu ainda não tinha prestado muita atenção... Deve ter tocado umas 15 músicas com essa palavra! Cheias de segundas intenções. Tem algumas até envolventes, mas repetitivas demais. É curioso que a gente tenha chegado nesse ponto musical, retrocesso, porque todas essas músicas são de um primarismo absurdo.
Muitas das coisas que eu ouço e aprecio também são primitivas (rock pode ser muito primitivo), mas não sei, falta um elemento nessa parada, é tudo óbvio demais. Falta Liberdade, Individualidade (como também acontece nas rodas de pagode de hoje em dia: falta cuíca). Falta Destruição e Reconstrução. Falta melodia. E eu até curti uma ou outra, mas quando penso que o pessoal praticamente só ouve isso, cheira a lavagem cerebral. Existe uma certa louvação intelectual sobre esse circuito brega, mas acho que é coisa de quem não mora no morro e não aguentaria viver essa realidade. È legal você que mora em bairro classe média ouvir isso numa festa às vezes, mas você não aguentaria viver o tempo todo escutando isso. Você consome a música fora do contexto social suburbano, acha engraçado, faz um texto louvando a hipotética independência do circuito tecno-brega. É interessante mesmo o fato de se estar produzindo música local e gerando um público próprio. Mas acho que alguns textos romantizam isso. E aí o intelectual depois vai ouvir seu Chico Buarque. No morro, é diferente, você escutaria isso o tempo todo.
O ponto de vista masculino predomina, mas cheguei a ouvir música feita pelas mulheres, também revidando na mesma moeda. Talvez nesse universo não façam sentido os conceitos de machismo ou feminismo. As coisas são simplesmente "Ploc Ploc é o barulho da Tchequinha batendo no meu chicote", sem perigo de romantismo, sem reflexão, sem política. É como se o mundo fosse só esse sexo pelo sexo, tendo como alternativa a Igreja Universal. Parece que o sexo é uma coisa que está fora do mundo e aliena, é mecânica pura. De todo jeito, geralmente quem faz as músicas são uns caras adolescentes, que do dia pra noite viram estrelas nesse circuito brega dos subúrbios e além. Isso relativiza um pouco a questão dessa busca por ninfetas, mas ela ainda existe. Acho que esse tipo de letra sugere um desajuste social entre a mulher e o homem, causado por essa cultura esquizofrênica. Equilibra esse Yin-Yang, Recife.
http://youtu.be/qS4CmLzAN7w
m m
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011
RC canta RC

Recomendadíssimo dos novos sons: Rafael Castro mandando ver em cima das composições do Roberto Carlos.
RC CANTA RC!
O cara vai além das obviedades e transforma todos os arranjos.
http://traquitana.org/?page_id=7&album=103
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sonzim de festa!
http://www.youtube.com/watch?v=gEmJ-VWPDM4&ob=av2e
The VAPORS : "Turning Japanese"
The VAPORS : "Turning Japanese"
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Jesus não amacia pra ninguém.
Enquanto caminhavam pela estrada, disse-lhe alguém : "Seguir-te-ei para onde fores, Senhor". Respondeu-lhe Jesus: - As raposas têm tocas e as aves do céu tem ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde encostar a cabeça. Disse a outro: "Segue-me" e respondeu este: "Senhor, permita-me primeiro ir sepultar meu pai". Mas Jesus disse a ele: - Deixa os mortos sepultarem seus mortos; tu vais anunciar o reino de Deus!"
Evangelho de Lucas, Capítulo 9
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o som mais maroto de todos os tempos: PEREZ PRADO
Mambo No. 5
http://www.youtube.com/watch?v=7CADAUKiieQ&feature=related
Claudia!
http://www.youtube.com/watch?v=TS0-5WyXClc&feature=related
My Roberta
http://www.youtube.com/watch?v=I_V42Pon6Rg
Dámaso Pérez Prado (December 11, 1916 – September 14, 1989) was aCuban bandleader, musician (singer, organist and pianist), and composer. He is often referred to as the 'King of the Mambo'.[1]
Prado is the composer of such famous pieces as "Mambo No. 5" (later a UK chart-topper for both Lou Bega in 1999 and animated character Bob the Builder in 2001) and "Mambo No. 8". At the height of the mambo movement, in 1955, Prado hit the American charts at number one with a cha-cha version of "Cherry Pink and Apple Blossom White" (composed by French composer Louiguy). This arrangement, featuring trumpeter Billy Regis, held the spot for 10 consecutive weeks. The song also went to number one in the UK[2] and in Germany.[3] Prado had first covered this title for the movie Underwater! in 1954, where Jane Russell can be seen dancing to "Cherry Pink". In 1958 one of Prado's own compositions, "Patricia", became the last record to ascend to #1 on the Jockeys and Top 100 charts, both of which gave way the following week to the then newly-introduced Billboard Hot 100 chart. The song also went to number one in Germany, and in the UK it reached number eight.[4]
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Depoimento de Shayene Metri sobre o fim da ocupação da USP.
Depoimento de Shayene Metri sobre o fim da ocupação da USP. Eu não tenho nada a ver com isso e passei os últimos dias alienado, sem nem me informar direito. Mas repasso. È um outro ponto de vista, é informação. Postado em 8 de novembro no Facebook dela.
Cheguei na USP às 3h da manhã, com um amigo da sala. Ia começar o nosso 'plantão' do Jornal do Campus. Outros dois amigos já estavam lá. A ideia era passar a madrugada lá na reitoria, ou pelas redondezas. 1) para entender melhor a ocupação, conhecer e poder escrever melhor sobre isso tudo. 2) para estarmos lá caso a PM realmente aparecesse para dar um fim à ocupação.
Conversa vai, conversa vem. O tempo da madrugava passava enquanto ficávamos lá fora, na frente da reitoria, conversando com alunos da ocupação. Alguns com posicionamentos bem definidos (ou inflexíveis), outros duvidando até das próprias atitudes. A questão é: os alunos estavam lá e queriam chamar atenção para a causa (ou as causas, ou nenhuma causa)...e, por enquanto, era só. Não havia nada quebrado, depredado ou destruído dentro da tão requisitada reitoria (a única marca deles eram as pixações). A ocupação era organizada, eles estavam divididos em vários núcleos e tinham medidas pra preservar o ambiente. Aliás, nada de Molotov.
Mais conversa foi jogada fora, a fogueira que aquecia se apagou várias vezes e eu levantei a pergunta pra alguns deles: e se a PM realmente aparecesse lá logo mais? Seria um tiro no pé dela? Ela sairia como herói? Os poucos que conversavam comigo (eram uns 4, além dos amigos da minha sala) ficaram divididos. "Do jeito que a mídia está passando as coisas, eles vão sair como heróis de novo", disse um. "Se ele vierem vai ter confronto e isso já vai ser um tiro no pé deles", disse outra. Mas, numa coisa eles concordavam: poucos acreditavam que a PM realmente ia aparecer.
Eu achava que a PM ia aparecer e muito provavelmente isso que me fez ficar acordada lá. Não demorou muito e, pronto, muita coisa apareceu. A partir daí, meu relato pode ficar confuso, acho que ainda não vou conseguir organizar tudo que eu vi hoje, 08 de novembro.
Muitos PMs chegaram, saindo de carros, motos, ônibus, caminhões. Apareceram helicópteros e cavalaria. Nem eu e, acredito, nem a maior parte dos presentes já tinham visto tanto policial em ação. Estávamos em 5 pessoas na frente da reitoria. Dois estudantes que faziam parte da ocupação, eu e mais 2 amigos da minha sala, que também estavam lá por causa do JC. Assim que a PM chegou, tudo foi muito rápido:
os alunos da ocupação que estavam com a gente sugeriram: "Corram!", enquanto voltavam para dentro da reitoria. Os dois amigos que estavam comigo correram para longe da Reitoria, onde a imprensa ainda estava se posicionando para o show. Eu, sabe-se lá por qual motivo, joguei a minha bolsa para um dos meninos da minha sala e voltei correndo para frente da reitoria, no meio dos policiais que avançavam para o Portão principal [e único] da ocupação.
Tentei tirar fotos e gravar vídeos de uma PM que estava sendo violenta com o nada, para nada. Os policiais quebravam as cadeiras no carrinho, faziam questão do barulho, da demonstração da força. Os crafts com avisos dos estudantes, frases e poemas eram rasgados, uma éspecie de símbolo. Enquanto tudo isso acontecia, parte da PM impedia a imprensa de chegar perto da área, impedindo que os repórteres vissem tudo isso. Voltando para confusão onde eu tinha me enfiado: os PMs arrombaram a porta principal, entraram (um grupo de mais ou menos 30, eu acho) e, logo em seguida, fecharam o portão. Trancaram-se dentro da reitoria com os alunos. Coisa boa não era.
Depois disso, o outro grupo de PMs,que impedia a mídia de se aproximar dessas cenas que eu contei , foi abrindo espaço. Quer dizer, não só abrindo espaço, mas também começando (ou fortalecendo) uma boa camaradagem para os repórteres que lá estavam atrás de cenas fortes e certezas.
"Me sigam para cá que vai acontecer um negócio bom pra filmar ali agora", disse um dos militares para a enxurrada de "jornalistas".
A cena era um terceiro grupo de PMs, arrombando um segunda porta da reitoria, sob a desculpa de que queria entrar. O repórter da Globo me perguntou (fui pra perto deles depois da confusão em que me meti com os policiais no início): "os PMs já entraram, não? Por que eles tão tentando por aqui também?". Respondi: "sim, já entraram. E provavelmente estão fazendo essa cena pra vocês terem algum espetáculo pra filmar"
A palhaçada organizada pelos policiais e alimentada pelos repórteres que lá estavam continuou por algumas horas. A imprensa ia contornando a reitoria, na esperança de alguma cena forte. Enquanto isso, PM e alunos estavam juntos, dentro da Reitoria, sem ninguém de fora poder ver ou ouvir o que se passava por lá. Quem tentasse entrar ou enxergar algo que se passava lá na Reitoria, dava de cara com os escudos da tropa de choque, até o fim.
Enquanto amanhecia, universitários a favor da ocupação, ou contra a PM ou simplesmente contra toda a violência que estava escancarada iam chegando. Os alunos pediam para entrar na reitoria. Eu pedia para entrar na reitoria. Tudo que todo mundo queria era saber o que realmente estava acontecendo lá dentro. A PM não levava os estudantes da ocupação para fora e o pedido de todo mundo era "queremos algo às claras". Por que ninguém pode entrar? Por que ninguém pode sair?
Enquanto os alunos que estavam do lado de fora clamavam para entrar, ouvi de um grupo de repórteres (entre eles, SBT): "Não vamos filmar essas baboseiras dos maconheiros não! O que eles pedem não merece aparecer". Entre risadas, pra não perder o bom humor. Além dos repórteres que já haviam decidido o que era verdade ou não, noticiável ou não, tinham pessoas misturadas a eles, gritando contra os estudantes, xingando. Eu mesma ouvi muitas e boas como"maconheirazinha", "raça de merda" e "marginal" .
Os estudantes que enfrentavam de verdade os policiais que faziam a 'corrente' em torno da Reitoria eram levados para dentro. Em questões de segundos, um estudante sumia da minha frente e era levado pra dentro do cerco. Para sabe-se lá o que.
Lá pras 7h30, depois de muito choro, puxões e algumas escudadas na cara, comecei a ver que os PMs estavam levando os estudantes da ocupação para dentro dos ônibus. Uma menina foi levada de maneira truculenta, essa foi a única coisa que meu 1,60m de altura conseguiu ver por trás de uma corrente da tropa de choque. Enquanto eu tentava entrar no cerco, para entender a história, a grande mídia já estava lá dentro. Fui conversar com um militar, explicar da JC. Ouvi em troca "ai, é um jornal da usp. De estudantes, não pode. Complica".
Os ônibus com os alunos presos saíram da USP. Uma quantidade imensa de outros alunos gritavam com a PM. Eu e os dois amigos da minha sala (aqueles da madrugada) pegamos o carro e fomos para a DP.
Na DP, o sistema era o mesmo e meu cansaço e raiva só estavam maiores. Enjoo e dor de cabeça, era o meu corpo reagindo a tudo que eu vi pela manhã. Alunos saiam de 5 em 5 do ônibus para dentro da DP. Jornalistas amontoados. Familiares chegando. Alunos presos no ônibus, sem água, sem banheiro, sem comida, mas com calor. Pelo menos por umas 3h foi assim.
Enquanto a ficha caia e eu revisualizava todo o horror da reintegração de posse, outras pessoas da minha sala mandavam mensagens para gente, de como a grande imprensa estava cobrindo o caso. Um ato pacífico, né Globo? Não foi bem isso o que eu vi, nem o que o JC viu, nem o que centenas de estudantes presenciaram.
Enfim, sou contra a ocupação. Sempre tive várias críticas ao Movimento Estudantil desde que entrei na USP. Nunca aceitei a partidarização do ME. Me decepciono com a falta de propostas efetivas e com as discussões ultrapassadas da maioria das assembléias. Mas, nada, nada mesmo, justifica o que ocorreu hoje. Nada pode ser explicação pra violência gratuita, pro abuso do poder e, principalmente, pela desumanização da PM.
Não costumo me envolver com discussões do ME, divulgar textos ou participar ativamente de algo político do meio universitário. Mas, como poucos realmente sabem o que aconteceu hoje (e eu acredito que muita coisa vai ser distorcida a partir de agora, por todos os lados), achei que valeria a pena escrever esse texto. Taí o que eu vi.
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
artes plásticas é a solução















apresentando trabalhos de Henri Rousseau, Paul Gauguin, Paul Signac, Renoir, Salvador Dali, Manet, Vermeer, Roy Lichtenstein, Almeida Jr,
Joan Miró, Paul Klee, Goya, Mucha, etc
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
inscrições d´arte
Coisas de arte pra se inscrever:
BIENAL
Concurso Literário da VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco: “Termine essa história” . Até 22 de setembro.
FUNDAJ
**** inscrições para a 5ª Edição do Concurso de Videoarte da Fundação Joaquim Nabuco, que concederá dois prêmios de R$ 25 mil para projetos artísticos que utilizem suporte em vídeo. até 30 setembro.
**** inscrições para realização do IV Concurso Mário Pedrosa de Ensaios sobre Arte e Cultura Contemporâneas. Até 30 de setembro.
FLIPORTO
tem 2 premios: "poesia ao vídeo" e "toc140: poesia no twitter
http://fliporto.net/premios
MUSICA CARNAVALESCA RECIFE 2011/1012
Tá rolando, mas preciso achar o link ainda.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
Jesus, Nostalgia, Ramones
Me sentindo o próprio punk-hippie-rajneesh, pois estava lendo no meu quarto um livro de Bagwan Shree Rajneesh - hoje mais conhecido como Osho. Aí, incomodado com o som da TV na sala, resolvo ligar o som e dou play sem saber qual CD está dentro dele. Começa a tocar uma coletânea do Ramones. Enfim, só um preâmbulo pra botar algumas considerações de Osho, complementando com outras de Alan Moore (outro barbudo). Pra fechar a transmissão noturna, um clipe do Ramones."Cristianismo nada tem a ver com Cristo. Na verdade, é anti-Cristo - assim como Budismo é anti-Buda e jaínismo é anti-Mahavir. O que existe em Cristo não pode ser organizado; a rebelião é sua própria natureza, impossível ser organizada. No momento que organiza, você a mata. Então resta apenas um cadáver que você pode venerar, mas nunca ser transformado por ele."
"O homem vive no passado - para ele o passado é mais importante porque já está estabelecido, sedimentado. Muito se apostou, muito se investiu neste passado. Por exemplo, se de repente lhe digo que a maneira como você faz suas orações está errada, e isso acontece há 50 anos - o risco agora é muito grande. Acreditar em mim é acreditar que seus 50 anos foram inúteis, é desacreditar 50 anos da sua própria vida. (...) Você vai lutar, vai se defender."
Bhagwan Shree Rajneesh, no livro Palavras de Fogo. Global Editora, 1983.
Alan Moore, (em desenho de Frank Quitely) sobre os fãs do seu trabalho e fãs de quadrinhos em geral.
Entrevista completa no site do GUARDIAN UK .
"My only problem with fans is when they turn pro. For example, when all the professional writers were fired by DC in the 60s, they brought in a generation of comic book fans who would have paid to have written these stories. When I started out I was writing for 9-13-year-olds with maybe a few 18-year-olds. These days, the majority of the comic book audience is 40-somethings who are not necessarily interested in comic books as a medium or panel progression or sequential narrative. They are probably interested in Wolverine. There is a large nostalgic component in there and there's nothing wrong with it. But if those people then begin to influence the books themselves or increasingly the movies or the television series then they will want their story to refer to stories that they remember. It becomes very incestuous and over a few decades you get a very limited dwindling gene pool. And you get stories that have become weak through inbreeding."
Entenderam? "Nestes dias, a maioria do público dos quadrinhos tem por volta de quarenta anos e não estão necessariamente interessados nos quadrinhos como mídia ou arte sequencial. Eles estão interessados no Wolverine."
É por aí mesmo. A indústria do entretenimento subestimando sempre o espectador, tratando como criança mimada, e a culpa é também dos espectadores que só aceitam referências ao universozinho pop que eles conhecem. Não estão interessados no pensamento, na técnica dos artistas, na linguagem em si. Então é fácil e reconfortante encher um filme com piadinhas bestas sobre Star Wars ou qualquer mitologia made in Hollywood. Ajuda a manter o gado no curral. Momento eterno deja-vu, que estamos vivendo.
Aliás, essa entrevista tá ótima. Ele falando sobre seus projetos atuais, incluindo a Liga Extraordinária 1969, e o livro Jerusalem que já tem mais palavras do que a Bíblia, segundo ele. O livro deve ficar pronto no começo do ano que vem, e um dos capítulos que mais o esgotou foi um no qual ele simula a escrita de James Joyce.
"I'm expecting to get this finished by early next year. When Jerusalem passed the two-thirds mark it was over half a million words, which is actually longer than the Bible. I'm really proud of that. I'm hoping everybody will confuse quantity with quality. Jerusalem might one day be known as the really Good Book."
Agora, considerando que este revival Osho agora veio por causa de uma terapia, segura esse clássico do Ramones.
PSYCHO THERAPY
RAMONES
O que aliás, o fato comovente de Joey Ramone ter sido internado em hospitais psiquiátricos, então o que ele fala em músicas como essa ou "Teenage Lobotomy" e "Gimme Gimme Shock Treatment" é bastante verdadeiro. Esse é o RAMONES, banda mais true do universo.
abs
grmn
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Marcadores: alan moore, Jesus, Osho, Ramones
sábado, 16 de julho de 2011
Motherlover
Por falar em Susan Sarandon... Sacaí esse clipezinho divertidíssimo do The Lonely Island.
fucking each other´s moms!
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terça-feira, 12 de julho de 2011
Gene Colan

Gene Colan (01/set/ 1926 .... 23/jun/2011). Pra lembrar do talento dele, aqui está uma bela página que ele fez pra revista da Mulher Maravilha (Wonder Woman n. 290, 1982, arte-finalizado por Romeo Tanghal). Os quadrinhos dele eram muito dinâmico, um uso mais expressionista da anatomia humana, as figuras elegantemente retorcidas, um estilo bem adequado aos quadrinhos de aventura, super-heróis e terror que ele ilustrava. Abaixo, uma cena do desfecho da história, muito expressiva.
"Morreu, aos 84 anos, nos Estados Unidos. De acordo com o site oficial do desenhista, ele sofria de problemas crônicos no fígado, coração e câncer. O último trabalho de Colan foi a arte Captain America 601, publicada no Brasil em abril do ano passado. Também em 2010, o desenhista ganhou o prêmio Eisner na categoria melhor história fechada. Recentemente, ele havia feito participações em edições comemorativas da Marvel."
Alguns de seus trabalhos mais cultuados foram feitos nos anos 70:
Tomb of Dracula (série de terror) e Howard The Duck (série satírica com roteiros de Steve Gerber, que infelizmente foi marcada por processos da Disney contra a Marvel, mas é considerada um trabalho bastante inovador). Também foi importante co-criador de personagens negros no mainstream americano, tais como o Falcão, parceiro do Capitão America em muitas histórias, e o caçador de vampiros Blade.
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Marcadores: Gene Colan HQ comics wonder-woman



