terça-feira, 28 de julho de 2009

Algumas das melhores HQs de uma página de todos os tempos












CLIQUE NAS IMAGENS SE QUISER AMPLIAR !













Bom, a minha preferida é a HQ muda de Stéphane Blanquet, artista francês, pouco conhecido no Brasil.

Max Andersson é da Suécia. Ambas as HQs foram encontradas na revista Last Gasp Comix & Stories # 3, de 1995.


Já o Howard Cruse foi pioneiro em mexer com questões sobre direitos gays nos EUA. Publicou uma graphic novel (Stuck Rubber Baby) que eu sou louco pra ler. Essa veio da revista Howard Cruse´s Barefootz Funnies # 2, de 1976.















Pra fechar, uma coisa bem diferente: um quadrinho educacional, em português de Portugal. Extraído da revista Mundo de Aventuras n. 176, 1977.





































































sexta-feira, 24 de julho de 2009

3 versões de Gloomy Sunday

Essa é considerada a música dos suicidas. Dizem que motivou várias mortes.

Qual você prefere?

Com Billie Holiday, você acha lindo mas fica com vontade de se matar.
Com Björk, fica com vontade de matar Björk por ter feito essa versão tão merda.
Com Lydia Lunch, você fica pensando: "ma que gordinha gostosinha"

Billie Holiday - Gloomy Sunday
Lembrando: dia 17 de julho completaram-se 50 anos sem a presença dela.



Björk - Gloomy Sunday



da Wikipedia:
"Gloomy Sunday" (do húngaro "Szomorú Vasárnap", em português "Domingo Lúgubre") é uma canção escrita pelo pianista e compositor autodidacta húngaro Rezső Seress em 1933. De acordo com a lenda urbana, inspirou centenas de suicídios.


A versão de Lydia Lunch é massa. Raul Luna me deu os toques sobre e fui procurar.
É tipo um pouco o que a Björk queria fazer, só que é bom.
Um videoclipe fuderoso de 1980 !
Essa que aparece no clipe é ela mesmo? Curti a sensualidade...

domingo, 19 de julho de 2009

Maisa lançando disco

Maísa vai lançar um disco!
Não aquela da mini-serie da Globo que já morreu.
Aquela do SBT.
Preparem-se! Eu acho q deve ser legal.
Pior do que a Xuxa não pode ser.
E vai ter participação do Roger do Ultraje a Rigor.

http://www.cifraclubnews.com.br/noticias/18286-apresentadora-maisa-prepara-lancamento-de-disco-de-rock.html

E o fórum musical do Cifra Club?
Cada discussão merdel do caray!
http://forum.cifraclub.terra.com.br/forum/9/213341/

terça-feira, 14 de julho de 2009

A Odisséia de uma leitura

Os cientistas até hoje se perguntam onde ficava Ìtaca, a ilha de Ulisses (ou Odisseu, na forma grega), herói da Odisséia.
http://www.channel4.com/news/articles/science_technology/evidence+backs+homers+isle+theory/2439827

Estranha a maneira como ontem, depois de muito tempo, eu retomei a leitura do livro de Homero. Eu comprei num sebo, sem capa (tinha um exemplar com capa também, mas preferi o sem capa porque era da editora Cultrix). Estava profundamente influenciado pela música "Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor".

Comecei a ler o livro, de maneira ávida, ininterrupta, fascinado com as viagens de Ulisses e sobretudo com a própria natureza da linguagem, que reflete uma civilização fascinante, diferente da nossa. Outros costumes, outra forma de encarar a vida. Contrasta principalmente na nossa civilização pós-moderna, que se manifesta através de secura ou de ironias. A Odisséia recorre sempre a adjetivos edificantes, elogiosos, imponentes para as coisas e as pessoas. Tipo ao falar com outro persongem, Telêmaco ou Ulisses enumeram suas qualidades e sua ascendência, tipo: "Nobre Anfrínomos, varão insigne entre todos, cabecilha de guerreiros, nobre pastor, filho dileto de Ésdinomo e Elaitia" (nomes totalmente inventado, mas a vibe é essa!)

O livro todo vem de uma tradição oral, história transmitida por várias gerações, pelos chamados aedos. Assim sendo, ele recorre a vários clichezinhos, frases feitas da época, que são encaixados na narrativa periodicamente, tais como "anoiteceu e escureciam todos os caminhos" (meu preferido!) ou "numseiquem proferiu aladas palavras" (lindo) ou "Mal raiou a filha da manhã, Aurora de róseos dedos..." (legal tb).

Pois bem, a certo ponto da narrativa, Ulisses enfrenta perigos inimagináveis nos mares e em ilhas em que passa. São partes emocionantes. Aí chega a terra firme, a sua terra, o seu reino, Ítaca.

Aí justamente eu parei de ler o livro. Talvez isso seja sintomático da minha personalidade. Quando o cara finalmente tá chegando lá, eu paro de ler o livro. Também porque achei que era uma parte que ia rolar vingança e é um sentimento com o qual eu aparentemente não consigo me identificar muito. Ou talvez tenha me cansado um pouco a linguagem, não sei.

Muitos meses depois, ontem eu peguei de volta o livro pra ler. Isso tem a ver com esse momento da minha vida em que eu tô retomando várias coisas, liguei pra minha professora de canto pra tentar voltar a ter aulas, etc. O livro tem uma linguagem tão eletrizante que acabou me deixando com insônia. Emocionante a parte em que pai e filho se reencontram.

Ainda não terminei.
Mas acho que dessa vez chego lá.

Abrazos.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Baby Science


Mais uma do James Kochalka

Adoro como ele pega esses momentos bobinhos e transforma em algo tão tocante.

terça-feira, 7 de julho de 2009

different times

"Paraíso" foi lançada na onda da reprise de "Pantanal"... mas pense! Numa tinha Sérgio Reis e Almir Sater cantanado "Chalana", "Menino da Porteira", essas coisas. Nessa tem Daniel com "Estoy Enamorato".

Tudo bem. Those were diferent times, já dizia Lou Reed.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Baixar ou não baixar

Coisas aparentemente interessantes pra baixar:

EU OVO
Zé Rodrix, Marvin Gaye, Nina Simone e Mulatu Astatke.
Além de Skatalites, Dengue Fever, etc.


Experimental Etc
John Fahey, São Paulo Underground, Gaylads, novo do Caetano Veloso, novo do Fiery Furnaces, Rogério Duprat, The Fall, Vincent Gallo, a coletânea Black Mirror, Voodoo Drums e uma coleção ótima de grooves psicodélicos africanos.

Blog do Nirso:
http://nirso.blogspot.com/2009/05/jd-evils-dynamite-band-explodes-across.html
http://nirso.blogspot.com/2009/05/medeski-martin-wood-radiolarians-2-2009.html
http://nirso.blogspot.com/2009/05/clutchy-hopkins-meets-lord-kenjamin.html
http://nirso.blogspot.com/2009/03/esther-phillips-aloneagain-naturally.html

Um que tenha:
http://umquetenha.blogspot.com/2009/06/maria-alcina-maria-alcina-1974.html
http://umquetenha.blogspot.com/2009/06/itamar-assumpcao-sampa-midnight-isso.html
http://umquetenha.blogspot.com/2009/06/walter-franco-walter-franco-1982.html
http://umquetenha.blogspot.com/2009/06/evocacao-v-geraldo-pereira-1980.html
http://umquetenha.blogspot.com/2009/06/walter-wanderley-kee-ka-roo-1967.html
http://umquetenha.blogspot.com/2009/06/luiz-tatit-o-meio-2000.html
http://umquetenha.blogspot.com/search/label/Grupo%20Rumo

Da Porra:
http://daporramusicas.blogspot.com/search/label/Defalla
http://daporramusicas.blogspot.com/search/label/Mestres%20da%20Guitarrada

Grandes duplas

Grandes duplas sertanejas que você deveria conhecer.
Entre outras:
Poliglota & Porta-voz,
Conde & Drácula,
Belo & Horizonte,
Bátima & Robson,
Domyngo & Feriado,
Divisor e Consciente (sic).

http://siriloko.blogspot.com/2009/07/duplas-sertanejas.html

German Ra em blog

Ainda na linha da auto-promoção:
agora tenho um blog voltado para as minhas produções artísticas.

http://umlugarparagermanra.blogspot.com/

Se possível comentem, acompanhem.

Nóises total aê e vamo q vamo q a música não pode parar!

Sabiá no Coquetel

Dei uma entrevista em nome do Sabiá Sensível para o Coquetel Molotov.
O resultado, dizem, pode ser conferido aqui:
http://coquetelmolotov.podomatic.com/

Foi minha primeira entrevista como músico,
então dê o desconto se eu tiver sido muito chato e inseguro.
(estranho: não consigo abrir esse site aqui, mas o resto do pessoal conseguiu abrir e ouvir!)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Os primeiros discos do Wando


Por falar em Wando, dever de casa:
verificar se ainda dá pra baixar esses discos que encontrei no daporra Músicas.
O disco de 1975 eu tenho em vinil e é muito bom mesmo,
puxado pro samba rock, alto nível.
Tem uma excelente versão de "Na baixa do Sapateiro", de Ary Barroso.

http://daporramusicas.blogspot.com/search/label/Wando

grande Wando

Declaração de Wando ao Almanaque Casseta Popular, n.43 (1991) :

"Bicho, o negócio é o seguinte. Você tem que acordar de manhã todo descabelado, com mau hálito, todo fudido, todo despencado... Mas aí você nem se olha no espelho, liga pra ela e diz assim: "Eu vou comer você mais tarde."

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Morreu também o cantor do Seeds

http://pitchfork.com/news/35731-rip-seeds-frontman-sky-saxon/

"Austin360.com reports that Sky Saxon, frontman for the L.A. garage-rock legends the Seeds, died this morning in an Austin, Texas hospital."
...

Semaninha funébre, como disse Cecília. Mas estamos todos aqui ainda.

Deixo vocês com estes clássicos dos anos 60, cortesia de Sky Saxon e dos Seeds.

I can´t seem to make you mine

% %

Pushin´too hard

% %





Michael Jackson makes me cry

"Queria ouvir um som, botaram Michael Jackson. Aí dancei por 24 horas, dancei até cansar e ir embora. Daria tudo pra saber qual é a cor das suas bolas."

Fiz estes versos algum tempo atrás, numa música que cita vários nomes da música pop.Talvez pareça ofensivo para alguns, mas é uma homenagem. Saber qual a cor das bolas do Michael significa, metaforicamente, desvendar a sua identidade, conhecer melhor, entender porque ele é tão genial.

(Me inspirei nesse desenho, que vi numa revista Casseta e Planeta, n.4, de 1993. Nem idéia do nome do autor.)

É muito estranho morrer uma pessoa assim, que teve uma influência tão grande na vida de todo mundo. Michael Jackson sempre estava lá, desde que eu me entendo por gente. Paradoxalmente, uma coisa que me marcou muito foi ver o quanto o pessoal ouvia Michael na minúscula vila onde meu pai nasceu, a Lapa (atual Macujê, município de Aliança). Isso ilustra a universalidade do alcance do som dele.

Por mais bizarras que possam parecer suas atitudes, e muitas vezes a imprensa exagerou isso (como criticá-lo por segurar o bebê na varanda do hotel - é claro que ele não iria deixar o bebê cair, estava bem seguro!), tenho convicção de que ele era uma alma boa e gentil, embora atormentadíssima e desamparada. Acho que por mais exótica que sua aparência fosse, tantas plásticas e tratamentos depois, ele era muito mais verdadeiro do que 90% dos popstars que tem por aí.

Mesmo que nos últimos anos ele parecesse mais um fantasma de si mesmo, foi chocante saber que ele não está mais conosco.
Porque era música, era videoclipe, era a personalidade, tudo nele chamava atenção, de um jeito ou de outro. Tô certo que pra muita gente que cresceu nos anos 80, como eu, MJ era uma entidade, uma força da natureza, um elemento, algo tão grande que é difícil acreditar que ele não está mais lá.

Germano.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Flashback anos 90 parte 2: É o Tchan x Cia do Pagode

Atenção para esta distinção importante. Nem tudo que se chama genericamente pagode dos anos 90 era igual. Havia várias vertentes: que eu me lembre agora, uns eram mais ligados ao samba-rock (Art Popular, Molejo), uns faziam pagode romântico (Exaltasamba, Raça Negra), e claro, havia também o pagode de bundinha, segura o tchan e por aí vai. Este pagode era visto por alguns como um descendente do samba de roda baiano, e tinha como objetivo exercitar a coordenação motora com danças mirabolantes (sem dúvida alguma), e supostamente estimular a safadeza das crianças de maneira geral (assunto controverso). Seus principais representantes o É o Tchan (antigo GeraSamba) e o Cia do Pagode.

A seguir eu compilei alguns trechos das principais letras dessas duas bandas literalmente seminais, pois muita criança foi gerada enquanto se ouvia esse tipo de som.

E fica a pergunta, qual delas é mais profunda?

É o Tchan

"Conheci uma menina que veio do sul
Pra dançar o tchan e a dança do tchu tchu
Deu em cima, deu em baixo,
na dança do tchaco
E na garrafinha deu uma raladinha
Agora o Gera Samba mostra pra vocês
A dança do bumbum que pegou de uma vez
Bota a mão no joelho
E da uma baixadinha
Vai mexendo gostoso,
Balancando a bundinha"

"A malhação faz bem ao coração
O corpo fica igual a um violão
Abdominal não será em vão
Agachamento, barra, supino e flexão"

"Ali Babá
Ali Babá
O califa tá de olho no decote dela
Tá de olho no biquinho
do peitinho dela
Tá de olho na marquinha da
calcinha dela
Tá de olho no balanço das cadeiras dela"

Cia. do Pagode

"Eu lhe disse que não bulisse
Voce buliu, assanhou
Essa menina
Quando se assanha
Ela faz sucesso
Ela dá um show
Ela me disse, ela me
disse que vai
Subir no palco pra fazer
strip-tease"

"É a dança do maxixe, é a dança do maxixe
É um homem no meio com duas mulheres fazendo sanduiche"

"Sim, ela gosta do rala, rala e no embalo do samba
Ela so pensa em ralar
Ela gosta do rala, rala viu a boca da garrafa
Nao aguentou e foi ralar. "


Outra questão:
Se essas bandas eram vistas como o cúmulo da degradação aqui em Pernambuco, porque Selma do Coco e sua "Pega, pega minha rola" eram tratadas como legítima cultura popular? Musicalmente e até na letra tem tudo a ver. A única diferença é que no caso dos baianos, teve todo um aparato de gravadoras formatando e dando espaço na mídia. As patrulhas culturais não conseguem ver além dos estereótipos e deixam de perceber as nuances desse tipo de questão. Safadeza sempre existiu na música. O que foi mudando com o tempo: o nível de explicitude do vocabulário, as palavras, os gestos. Forró de duplo sentido é uma expressão cultural legítima, então porque É O Tchan precisa ser execrado? Sei que também encheu o saco de tanto que tocou, virou uma febre que assustou principalmente os pais, pois num efeito colateral as crianças eram um alvo fácil para esse tipo de música.

clipe É o Tchan no Havaí
http://www.youtube.com/watch?v=yR1eghaDG3s

Selma do Coco - A Rolinha (na verdade, meninas dançando ao som de...)
http://www.youtube.com/watch?v=gBGkgMOCh44

Dá até pra rolar o mashup Selma x Cia :
"Eu lhe disse que não bulisse, você buliu assanhou, quando olhei pra gaiola eu vi, a minha rola que voou"

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Vamos deixar de intimidade

Que música atualíssima! Ary Barroso a compôs em 1929....
Fico impressionado. Foi gravada com sucesso por Mário Reis.
Pena que eu não a encontrei no Youtube, mas posso mostrar a letra...


"
Em 1929, retornando ao Rio de uma temporada em Santos e Poços de Caldas, Ary Barroso deixou suas músicas na casa editora Carlos Wehrs, de onde duas - Vamos deixar de intimidade e Vou à Penha - foram levadas por Olegário Mariano e Luiz Peixoto para serem incluídas na revista Laranja da China, que era apresentada no Teatro Recreio. Vamos deixar de intimidade acabou sendo gravada por seu amigo e colega de faculdade Mário Reis, transformando-se no primeiro sucesso de Ary."



Vamos deixar de intimidade (samba, 1929) - Ary Barroso

Mulher
Vamos deixar de intimidade
Entre nós mais nada existe
Nem o amor nem a saudade
Mulher
Vamos deixar de intimidade
Entre nós mais nada existe
Nem o amor nem a saudade

Tu juraste certo dia
Aos meus pés cinicamente
Que o amor não morreria
Ele foi, zombou da gente
Mas veio outro
Me puseste na rua
Eu também não me incomodo
Minha vida continua

Mulher
Vamos deixar de intimidade
Entre nós mais nada existe
Nem o amor nem a saudade
Mulher
Vamos deixar de intimidade
Entre nós mais nada existe
Nem o amor nem a saudade

Um amor que a gente perde
É semente de outro amor
Se pra tudo tem remédio
Também tem remédio a dor
Mas o meu santo que me
guarda é muito forte
Se me livrou dos teus olhos
Também me livra da morte

FONTE:
http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/08/vamos-deixar-de-intimidade.html

quinta-feira, 11 de junho de 2009

mais Asterios Polyp!

Eu quero meu Asterios Polyp!
Quando vão publicar isso no Brasil?
Olha só um trechinho da HQ - graphic novel de David Mazzucchelli!
Ele fica brincando com diversos estilos artísticos, várias formas de representar a figura humana.... muito bom!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Zumbis Marvel

Andei meio esquecido deste blog, navegando nas ondas do Twitter.
Ainda estou me adaptando ao Twitter.

Eu quero escrever um pouco sobre uma coisa bizarra que caiu nas minhas mãos:
a série Zumbis Marvel. A mini-série original, escrita por Robert Kirkman e desenhada por Sean Philips.

Onde é que alguém imaginava que a Marvel iria lançar uma coisa dessas? Todos os heróis e vilões Marvel retratados como Zumbis num mundo apocalíptico?

Essa série, que eu só li 3 números dela, através da revista Marvel Max, me lembrou os contos da derrocada de Camelot e a morte do Rei Arthur. O fim das lendas.

Não há honra possível. Tudo se resume a necessidade imperiosa dos zumbis comerem. E apesar disso, mesmo sem comer eles não morrem.

O roteirista Robert Kirkman já tinha experiência com os mortos-vivos, na série The Walking Dead.

Sean Philips, o desenhista, faz um trabalho muito bom, com a caracterização dos zumbis e seus dentes enormes e seu semblante sombrio.

É estranho, engraçado, uma leitura muito diferente. Uma das poucas coisas que vale a pena na história recente dos quadrinhos Marvel e DC. A série foi retomada e está sendo publicada novamente na Marvel Max, aqui no Brasil.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

um conto de Kafka

Estou relendo "Um Médico Rural - pequenas narrativas", de Franz Kafka.

Alguns dos contos são absolutamente fantásticos.

Meu primeiro contato com Kafka foi através de adaptações para os quadrinhos - vale a pena procurar as de Leo Durañona, Peter Kuper, entre outros. Nos melhores momentos deste livro, como em "Chacais e árabes", "Diante da Lei" ou "Uma mensagem imperial", Kafka consegue sintetizar um sentimento específico de desconforto do indíviduo frente a um mundo opressivo e incompreensível. Existem alguns contos dele que eu acho chatos. No entanto, depois de um momento em que eu fiquei meio abusado de Kafka, voltou a minha vontade de procurar mais coisas dele para ler. Para vocês, leitores do Não Se Restrinja, um pequeno grande conto deste "Um Médico Rural", escolhi o mais fácil de digitar, mas que também é um dos melhores, na tradução de Modesto Carone:


A PRÒXIMA ALDEIA

Meu avô costumava dizô costumava dizer: “A vida é espantosamente curta. Para mim ela agora se contrai tanto na lembrança que eu por exemplo quase não compreendo como um jovem pode resolver ir a cavalo até a próxima aldeia sem temer que – totalmente descontados os incidentes desditosos – até o tempo de uma vida comum que transcorre feliz não seja nem de longe suficiente para uma cavalgada como essa”.


Franz Kafka.