sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Vá ao museu no domingão! Sabiá e 3ets!

Se você mora em Recife, considere seriamente a idéia de ir ao museu neste domingo.
TEM shows de SABIÁ SENSÍVEL e de 3ets RECORDS !
no Mamam. domingo 26 agosto. começando lá pras 17h30...

na verdade a programação é parte da expo "Estética da Periferia". Já vai ter coisas rolando a partir das 16h, desfile de moda, show de rap.
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O Sabiá Sensível é o seguinte. Estaremos lá com violão, flauta, talvez pandeiro. Vozes femininas e masculinas. Vai ser divertido e num é careta não.Nosso repertório inclui o "O caô do Caê" e "Nando Cordel", homenagens / tiração de onda com os famosos compositores. Devemos cantar ainda "É tudo uma questão de do-re-mi-fa-sol-la-si", "Saudades de Saldanha", "Kellyssaura", e o ponto alto da apresentação é a novíssima e inédita "Magaiver: Profissão Perigo", vai ser uma super-performance. O setlist pode variar. "Maria Eugênia" talvez não esteja incluída, mas é o mais próximo de uma gravação decente que a gente tem. O arranjo já mudou um bocadinho desde esse tempo.

Já o Paulinho do Amparo e seu show 3ets Records solo é sempre uma experiência marcante, pela performance abusada, cheia de ironia e improviso. Sem contar que Paulinho é um grande compositor em mil projetos musicais. Tanto nas canções propriamente ditas, com letra, como nos sons eletrônicos instrumentais futuristas que recheiam seus discos artesanais. O Geladeira Metal foi um de seus projetos mais recentes, babilônia em parceria com Grilovsky. Pô, parece que o cara não tem site... procurei e não achei.

Mas dá pra sacar o som dele no Youtube. Vai e ouça/ veja o "Mickey Feio".

MAMAM Rua da Aurora, 265, Boa Vista tel. 3232 1694 ... mais informações meu cel 8855 8367.
26 de agosto. programação a partir das 16h (chegue às 17h30 se não gosta de rap).

PS: a foto do Sabiá é de autoria de Moacyr Campello.

sábado, 11 de agosto de 2007

MULHERES NEGRAS é sensacional.

opa. Há séculos sem atualizar por aqui! passei um tempo "concentrando o poder da mente em outros assuntos" como diria o Angeli.
Mas continuo ouvindo muita música! uma coisa que eu tô descobrindo agora é o MULHEREs NEGRAs. Autodenominados a 3a menor big band do mundo, sua discografia consiste em: Música e Ciência (1988) e Música serve pra isso (1990). Esses 2 discos estão disponíveis no blog EU OVO, juntamente com trabalhos posteriores de MAURíCIO PEREIRA solo e do ANDRé ABUJAMRA (inclusive com o Karnak). Altamente recomendado, eles fazem uma música que é acessível, bem feita, divertida sendo ainda experimental. Tem umas versões primorosas de "Samba do Avião", "Só quero um xodó". A minha faixa preferida deles é o "Sub". É muito sem noçãozinho, muito legal.

http://euovo.blogspot.com/2007/06/viajar-no-sub-marino-amarelo.html

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

grandes bandas da atualidade













O Brightblack Morning Light tem essa musiquinha que eu acho brilhante, "Everybody Daylight". O disco deles nem achei tão legal, meio repetitivo, mas essa música é o fino da bossa. Pode baixar sem medo que ela é bem suave, bem preguiçosa, com guitarra slide e um discreto som de flauta. Arranjo impecável.
http://www.4shared.com/file/16084932/8b606227/Brightblack_Morning_Light_-_Brightback_Morning_Light_-_01_-_Everybody_Daylight.html











The Howling Hex é a banda do Neil Michael Hagerty (do Pussy Galore e do Royal Trux) ... a faixa é "Now we're gonna sing". Eu me amarro nesse som, é poderoso e simples com seu riff infeccioso, vocais que parecem ter saído dos anos 70, influência direta do blues. Dá pra dançar feito um louco. É uma banda irregular, mas eu adoro . A letra começa "Agora todos vamos cantar, agora todos vamos tocar, vamos juntar as palavras...". Depois eu hei de disponibilizar um disco inteiro deles, tem um que eu gosto muito chamado You can't beat tomorrow.

http://www.4shared.com/file/15790666/64c98184/Howling_Hex_01_now_were_gonna_sing.html
















Já o Lightning Bolt é uma viagem muito tronxa. A música é "Dead Cowboy", som experimental feito por dois carinhas que tocam alucinadamente, alopradamente e fazendo muito barulho. Soa como uma coisa fora de controle, como crianças hiperativas com um talento musical fora do comum, mas que não sabem muito bem o que estão fazendo. Assim como o Brighblack, eu não gostei do disco todo, mas essa música é do caralho.
http://www.4shared.com/file/16084258/31bac35e/07_Dead_Cowboy.html

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Radiohead para bebês, Sonic Youth para terceira idade e outras estórias

Uma olhadinha no que está rolando na blogosfera... pra quem aprecia o Radiohead: disquinho tributo organizado pelo site Stereogum, incluindo gente como Marissa Nadler e o Cold War Kids. Encontrei o disco inteiro pra baixar graças ao blog Musica Social, neste endereço aqui. Aliás, explicando melhor, é um tributo ao disco OK COMPUTER, que está completando dez anos de lançamento este ano. 1997, eu me recordo muito bem... aquele clipezinho de animação do "Paranoid Android"... até então eu achava eles meio paia. Enfim. o nome do disco é Stereogum presents OK X : a tribute to Ok Computer.



Já neste link tem um disco só com Radiohead em arranjos pra ninar bebê.


falando em Sonic Youth: um post especial sobre eles no Copy, Right ? blog especializado em covers. Destaque para a versão de "Mote" (tocado pelo The Faint), uma música pouco conhecida mas uma das melhores do álbum Goo. Tem também a versão do Go! Team para "Bull in the heather", eu a escutei numa festa e é pra isso mesmo que ela serve. Aproveito e posto novamente a versão bacana do Ruby Isle pra "Teen Age Riot". Ah, e pesquisando imagens do SY, terminei encontrando esse inusitado video do Youtube: coral da 3a idade cantando "Schizophrenia". A música é maravilhosa, clássico do cancioneiro norte-americano que certamente irá atravessar gerações, mesmo se o Sonic Youth estiver completamente esquecido. O velhinho da primeira parte me lembra o Johnny Cash.


Ainda no bonde das covers, tem um bocado de versões do Bruce Springsteen no Absonderpop. Eu jamais pensaria que existe alguma ligação entre Bruce e os RAMONES... mas o (assim chamado) Boss escreveu "Hungry Heart" planejando oferecer para os punks gravarem. Mas para o empresário, seria melhor o próprio Bruce gravá-lo, e a música virou primeiro lugar nas paradinhas americanas. Mas eu não manjo nada de Bruce Springsteen...

Falando em Ramones, o coral da 3a idade, Young@heart, também gravou um clipe interpretando "I wanna be sedated"! Procura que cê acha. Bom, tem outras coisas pra escrever, mas deix'eu descansar um pouco... akele abrasso meu povo!


mais info:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bruce_Springsteen
http://www.sonicyouth.com/
http://www.radiohead.com/
sobre o coral Young at heart : http://www.youngatheartchorus.com/about.php

domingo, 22 de julho de 2007

Forrós proibidos e outras estórias

Aqui estamos novamente... passei três dias na cidade pernambucana de São José do Egito, sertão do Pajeú. Fui me apresentar com o Sabiá Sensível. Viagem das mais complicadas, no entanto é sempre bom estar naquela terra. Voltando no ônibus para Recife estava uma banda, Casacão de Couro, pessoal muito instigado tocando uns forrozinhos maneiros.


Então vamos aproveitar o embalo pra colocar na roda o FORRÓ EM VINIL. Blog altamente especializado com raridades garimpadas em antigos LPs.... e às vezes até em discos de 78 rotações, como é o caso dessa gravação de Luiz Gonzaga com as músicas Asa Branca e Paraíba, originais de 1947.



Outras coisas interessantes: relíquias do passado remoto de Bezerra da Silva e Genival Lacerda. Em ambos os casos a presença forte do ritmo do coco. Detalhe: nem todo mundo sabe que Bezerra é pernambucano, nascido no Recife em 1927. O disco "O rei do coco" mostra esse lado desconhecido do cantor, que costuma ser associado aos morros cariocas e seus sambas de partido alto que descreviam o cotidiano das favelas.
Ah, e tem também as proibidas do forró! Numa época de funks proibidões, as músicas censuradas deste disco devem soar até um pouco ingênuas. Mas estão aí para serem escutadas agora, com todo seu valor documental... baixe aqui o disco SÓ PROIBIDAS

that's all folks! espero que gostem....

segunda-feira, 9 de julho de 2007

pérolas do CRUD CRUD

O CRUD CRUD é um dos grandes referenciais quando o assunto é music blogs. O cara (Scott Soriano) garimpa altas pérolas diretamente de discos de vinil muito raros, totalmente eclético. Estou sempre atento e baixo praticamente tudo que tem ali. 3 músicas que conheci atravás do blog dão idéia do ecletismo:
Ron Eliran, um cantor pop israelense dos anos 60! Conhecido como o "embaixador da música de Israel", o cara tem até site próprio. Essa capa psicodélica é do disco dele: a vocês eu ofereço o download de "HONESTY". Uma pérola do pop psicodélico meio funkeado. Não tem muita melodia, a letra é meio falada em tom coloquial, mas tem uma hora que o cara dá uma frescada legal, um agudo que é a melhor parte da música! Muito classudo, ouçam!

Quem sabe você prefira uma música mais tropical... tome aí um WAIKIKIS, com "Remember Boa Boa". Deliciosa, simplesmente, como tomar uma água de coco deitado numa rede, com uma brisa leve no seu rosto. Eu baixei um disco deles, muito legal. O surpreendente é que a banda é da Bélgica, dá pra acreditar? Uma música havaiana perfeita dessas... mas aí é que tá, o que a gente conhece como hawaiian style foi provavelmente mastigado e pasteurizado a partir da música genuinamente feita lá, que deve ser algo mais cru. Uma das músicas dessa banda foi utilizada recentemente no longa-metragem do Bob Esponja.

Mas talvez lhe agrade mais o punk dos Jurassics e sua "The Ballad of James T. Kirk", punk perfeito com temática Jornada nas Estrelas (!). Eu não estou com a paciência necessária para pesquisar muito esses artistas e lhes dar informação... mas o Scott Soriano pode te ajudar: é só procurar no CRUD CRUD, o cara vai atrás realmente das infos e escreve textos. Por exemplo, sobre o Jurassics, ele escreve o seguinte:

"Jurassics The Ballad of James T. Kirk 7" (Surf or Die!, 1986)

(...) Buy into a theory like the late 80s were the Dark Days of punk rock and you just miss a handful of great records. This Jurassics 7" refutes that notion. Surfer Joe Atomic, Jet Screamer, MD, and some uncredited drum machine turn out two great DIY punk tunes. The Ballad of James T Kirk is one of the best, if not the best Star Trek song not done by No Kill I ("your middle name is T and you never gotten hurt"). And who can't love a song titled 1,000,000,000 Years Ago. That many zeros in a song title demands liking. I don't know anything about the Jurassics other than they were from New York City and walked around in leather jackets with a Stegosaurus painted on the back. " Scott Soriano, crudcrud.blogspot.com

é isso, visitem o blog que tá valendo muito!

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Geléia de Morango Animal!

SIM! Todas as faixas do Strawberry Jam já tão na Internet! Já tinha algumas faixas que estavam rolando... agora é o todo (só não achei a capa). O novo disco do Animal Collective tem sido descrito como o mais pop da carreira deles - e também muito elogiado na blogosfera. Fizeram um clipe para "Fireworks" e por aí dá pra sacar que a banda continua muito idiossincrática, com aquela seção rítmica hipnotizante e uma alegria quase irreal, um tesão pela vida infantil e selvagem, aquelas vozes se contrapondo numa grande celebração. E o disco só vai ser lançado em setembro! É louco! A forma como as pessoas tem acesso a música mudou completamente e certas tradições comerciais continuam existindo. Não dá mais pra pensar na divulgação de um disco sem levar em conta que os fãs conseguem ter acesso ao disco antes do planejado. Quando os discos são lançados oficialmente, já são assunto batido e comentado. Esse texto que eu encontrei no Polaroid Rainbow fala um pouco sobre isso e a respeito do (respeitadíssimo site sobre música) Pitchfork, vejam que interessante:
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"(...) Gosto do Pitchfork. Sempre descubro coisas ótimas por lá, vejo vídeos, ouço músicas novas, remixes, enfim. De uns tempos pra cá, entretanto, - e talvez isso não passe de loucura minha – uma coisa ruim vem acontecendo: a quase infantil disputa entre o site e os blogs americanos de MP3, que vêm conseguindo “alavancar” artistas antes que o Pitchfork o faça. O motivo é que os blogs podem falar de qualquer banda antes do disco ser lançado, coisa que o Pitchfork não pode e não faz. Por conta disso, o site evita ao máximo dar uma nota boa para artistas os quais os blogs já falaram bem, o que é bem ridículo. (...)"
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Olha aí a disparidade. Seria mais um exemplo dos universos "oficial" e "pirata" travando batalhas de informação.

tem toda a discografia do Animal Collective pra baixar aqui!
outro site onde o disco novo STRAWBERRY JAM está disponível:
http://d.turboupload.com/d/1915236/Animal_Collective_-_Strawberry_Jam.zip.html

linkado através do blog : http://polaroidrainbow.blogspot.com/
...Meu obrigado para a galera da comunidade Experimental /etc. : Downloads
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quarta-feira, 4 de julho de 2007

segura esses covers: Sonic Youth e Smiths.

Corre lá que ainda dá pra pegar no Copy, Right ?
as covers sensacionais para músicas do Sonic Youth e Smiths. São as versões de "Teen Age Riot" por Ruby Isle e "Shakespeare's Sister" com o Maydrïm. Transformaram as músicas em algo mais pop eletrônico. Muito bom, a "Teen Age Riot" ficou muito bonitinha e a do Smiths com uma pegada mais dançante. Tem mais coisa lá, é claro, de Joy Division a A-ha. Esses posts ficam lá por tempo limitado... depois eu vejo se armazeno no 4shared pros atrasados conseguirem baixar.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Disquinho maneiro do Replacements

... é o Pleased to meet me do Replacements, de 1987. Uma energia punk e um senso melódico pop tornam este um disco simpático, embora irregular. Tem pérolas , mas grande parte do álbum tem rocks um tanto comuns demais. Talvez a mais forte seja mesmo "Alex Chilton", que foi a primeira coisa que eu escutei deles, no refrão tem a grandiosa e apaixonada frase "Milhões de crianças cantam para Alex Chilton"(será que traduzi certo?). Outras momentos de responsa: a baladinha "Skyway", perfeita melancolia para passar momentos de devaneio com a letra mais interessante (meu verso favorito: "it's got bums when is cold like any other place") e a energia de "Can't hardly wait", que fecha o disco cheia de alegria e excitação e com um riff poderoso. "Nightclub Jitters" é uma faixa interessante em que eles tentam fazer uma coisa distinta, num tom jazzístico.


*Alex Chilton é um herói do powerpop, da genial Big Star, mais cultuada banda desse estilo.
p.s.: Este disco tem a participação de instrumentos de sopro, novidade no som deles - que anteriormente era mais punk, segundo as lendas do rock. E a capa eu acho genial - nem é necessariamente bonita, mas genial por juntar o nome "prazer em me conhecer" a esse contraste do aperto de mão.

aqui se baixa o disco todo
http://www.zshare.net/download/23800355efbb0a/
gracias ao essencial blog unapieldeastracan
aqui é pra quem quiser baixar "Alex Chilton" (versão ao vivo)
http://www.4shared.com/file/18879780/405241f6/Replacements_-_Alex_Chilton__Live_.html
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domingo, 24 de junho de 2007

A vitória da toscosidade absoluta : Crystal Castles

"we are crystal castles
we are 1 boy and 1 girl
we are named after She-Ra's home
we play rough"

Crystal Castles... a música do amanhã, hoje... essa banda é muito fuderosa! Um cara e uma menina, ele cuida dos instrumentos e ela dos vocais e das letras (minimalistas, nunca as decifrei). Ethen e Alice, de Toronto, Canadá. Eles são desencanados ao extremo, a música deles é uma eletrônica feita com zero de produção, a coisa mais punk, agressivamente tosca que eu ouvi nos últimos tempos! Dá só uma olhada na página deles no MySpace, cheia de colagens bizarras e fotos estranhas. Perfeito para as pistas de dança, o Crystal Castles ainda é mais conhecido pelos remixes que fizeram para gente como Bloc Party, The Klaxons, Liars e por aí vai. O que é uma pena, porque o trabalho autoral dessa dupla é muito bom. Ainda é difícil encontrar os discos deles no Soulseek, por exemplo... mas baixei um disco chamado Home Demo EP, sem ao menos encontrar uma foto da capa. Informações a respeito também são raras: não existe perfil deles no Allmusic. Mas a discografia deles tá na página do MySpace: 7 disquinhos EPs.

O nome eles dizem ter sido inspirado no castelo da She-Ra, mas existia um jogo de Atari com esse nome - e a som deles é puro videogame mesmo! Apesar da tosqueira, ou por causa disso, é interessante, instigante e visceral. Bom aí vai, podem baixar este arquivo zip: Crystal Castles, Home Demo EP. Este CD foi o primeiro lançamento da banda, apenas 100 cópias em CD-R . No site deles tem: "HOME DEMO" EP (CD-R) 100 copies with homemade art. 5 songs.songs: untrust us, love and caring (instr.), excuse me, february, air warpaypal $7 u.s. (includes postage) to kla@rogers.com


http://rapidshare.com/files/39150362/crystal_castles-home_demo.zip.html


Mais informação:
http://en.wikipedia.org/wiki/Crystal_Castles_%28band%29
e uma entrevistazinha aqui
e outra ali


Núbia Lafayette : Não se fazem mais músicas como antigamente

...
Os blogs Um que tenha e Som Barato
prestaram uma justa homenagem a Núbia Lafayette.









Este é o disco em que ela canta Dalva de Oliveira
http://umquetenha.blogspot.com/2007/06/nbia-lafayette-nbia-lafayette-canta.html
Agora este aqui embaixo é o imprescindível, tem todos os grandes clássicos de dor-de-cotovelo que ficaram famosos na sua voz. Com bons arranjos.
http://sombarato.blogspot.com/2007/06/nbia-lafayette-20-super-sucessos.html


Este ano ela foi uma das principais atrações o Festival da Seresta aqui do Recife. E eu tava lá no Marco Zero quando ela começou o show. Antes dela, Waldick Soriano havia se apresentado. E era Waldick que estava com a saúde abalada - Núbia se apresentou com uma segurança e um poder de interpretação extraordinários, parecia estar muito bem. Não fiquei até o fim - estava sozinho e estava tarde. Núbia foi internada 15 dias depois desse show, num hospital em Niterói, onde ficou até falecer em 18 de junho.

Mas o que eu quero me referir aqui é à notável mudança de estilo entre as gerações. O existencialismo dos versos d'outrora é quase impossível de ser encontrado hoje em dia - letras diretas em que a vida é medida pelos extremos, em que tudo é exagerado e trágico. Waldick Soriano cantou uma música que só pelo verso "Esta é a noite da minha agonia", entoado na sua característica voz sofrida, me arrepiou e me fez derramar lágrimas. Existe algo parecido atualmente? Alguma música que propicie esse tipo de catarse? É, as músicas tristes continuam existindo, mas elas perderam essa aura quase mítica, esse exagero, essa propensão a transformar o cotidiano em um oceano de provações sobre-humanas. Que vinha inclusive de um imaginário do cristianismo e sua noção de culpa - essa música começa assim: "Esta noite eu queria que o mundo acabasse / e que para o inferno o senhor me mandasse / para pagar todos pecados meus". Queria ter isso na voz de Waldick pra botar aqui... mas no 20 Super Sucessos tem a versão de Núbia.

Exemplo perfeito no repertório de Núbia Lafayette é LAMA. Havia um elemento também de vingança. E algo de desafiador, especialmente quando era uma mulher cantando, um desabafo, um grito de liberdade. Muito humano. Hoje em dia só lembro mesmo aquela música do Conde, "Porque meu bem, ninguém é perfeito e a vida é assim", que se aproxime um pouco do teor desses clássicos. Mas veja só, nessa música LAMA a mulher chega a dizer "Quem és tu? Quem foste tu? Não és nada!". Brother, num é careta não! Nada de relativismo pós-moderno!

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Lama

Núbia Lafayette

Composição: Aylce Chaves e Paulo Marques

Se quiser fumar eu fumo
Se quiser beber eu bebo Não interessa a ninguém

Se o meu passado foi lama Hoje quem me difama Viveu na lama também
Comendo da minha comida Bebendo a mesma bebida Respirando o mesmo ar
E hoje, por ciúme Ou por despeito
Acha-se com o direito De querer me humilhar
Quem és tu? Quem foste tu? Não és nada
Se na vida fui errada Tu foste errado também
Não compreendeste o sacríficio, Sorriste do meu suplício Me trocando por alguém
Se eu errei, se pequei, Pouco importa
Se aos teus olhos estou morta Pra mim morreste também

...

Propaganda forçada: tem uma música minha que eu queria que se tornasse um clássico das mesas de bar, bem nesse estilo, para os momentos de maior depressão que uma pessoa pode ter. Chama-se "O que é que eu estou fazendo", está ainda incompleta e complicada de terminar.

sábado, 23 de junho de 2007

lançando grilowsky EMO : o hit do momento


Só pra divulgar a nova música do Grilowsky...
também conhecido como Grilo, ele é o artista irreverente que ataca de videasta, músico, escritor e o que mais aparecer... aliás, aparecer é com ele... o cara é um popstar renegado! Ele tira muito som por aí com seus inúmeros projetos/bandas: Geladeira Metal, Nuclear Extreme, Conceição Tchubas, e por aí vai... Com vocação para a polêmica, ele batizou o seu Cd solo "Sexismo, Toxicomania, Alcoolismo e Violência".


Essa canção "EMO" é uma tiração de onda com o gênero EMOCORE. Aí entra a característica do Grilowsky que é brincar com os diversos gêneros. Tem emo, funk pancadão (a "Gatinha Vitiligo") e pra mim o melhor de todas as músicas chama-se "Träneblut Du Bist Schon", um metal meio industrial brejeiro e romântico... descrito por ele como "um extreme death eletro brutal metal feita com carinho, poh! "
Baixe aqui o EMOROCK de Grilowsky !
E veja o clipe TRÄNEBLUT DU BIST SCHON no Youtube! é obrigatório, tem que ser visto! uma experiência sensorial única!


Mas voltemos à música EMO. Ela é realmente bem feita... o vocal, a composição, é muito emo mesmo. O cara alterna frases tipicamente emo como "fiz coisas que eu prometi jamais fazer", e bizarrices tipo "as minhas lágrimas chorei e com o lencinho enxuguei, borrei meu travasseiro com o rímel que você me deu". Poderia até emplacar na rádio se fizesse algumas alterações. Eu disse pro Grilowsky investir nesse seu lado EMO! Ele gravou tudo sozinho, totalmente caseiro, ficou muito bom o resultado né não? Só que a música pra mim deveria ser intitulada "Confesso que noiei".


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melhores momentos da entrevista concedida a Cleyton Brito
(Grilo mandou isso por email):

>P - Você se considera um artista cult?
>GriloWsky: Não me considero artista.
>P - Então o que você se considera?
>GriloWsky: Na verdade eu me considero, e muito.
>P - Rock é sinônimo de quê?
>GriloWsky: Pedra.
>P - Show inesquecível?
>GriloWsky: Nem me lembro(risos).
>P - Imprudência?
>GriloWsky: Sim, sim!
>P - O medo?
>GriloWsky: Ui ui!
>P - Sexo e violência?
>GriloWsky: Só se for ao mesmo tempo!
>P - Música de improviso ou composição em tempo real?
>GriloWsky: Ambas estão juntas. Para compor em tempo real você tem que estar
>improvisando. E para improvisar tem que ser em tempo real.
>P - Será?
>GriloWsky: Vou perguntar a Thelmo.
>Como foi a experiência de compor trilhas sonoras?
>GriloWsky: limpeza. é massa!
>P - François Truffaut, Godard?
>GriloWsky: Pode ser!
>P - Você usa piercing, tem o corpo tatuado, cabelo tingido e é gay?
>GriloWsky: Essa resposta é irrelevante

....

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Tava demorando : os sons eletrônicos do German Ra

No estilo "o blog é meu e eu faço o que quiser", vou postar minha própria música. Trata-se de uma incursão ao universo da música eletrônica. É um esquema muito tosco, uso um programa chamado Fruity Loops. O problema é que é versão demo, então tem a frescura de não salvar o que você está fazendo. Aí qual a saída? Gravo o que sai das caixas de som do computador! É esse o esquema refinado que estou usando, gambiarra total...

Em música eletrônica, quanto mais irritante for a música, mais genial o cara é. Brincadeira, a música não tem intenção de ser irritante, é só porque elas são muito longas... Esta "Entretanto (parte 2)" é a segunda metade de uma música de 20 minutos ou mais. Fiquei satisfeito com o resultado. É pra ser ouvida sem prestar muita atenção, é bastante lenta e viajada, num clima meio espaço sideral futurista. Tem vários instrumentos, cada um mais fora do tempo que o outro. Mesmo assim esses programas facilitam muito a vida. Qualquer um faz música nesse esquema! É só ficar mexendo nos botõezinhos!



Então é isso:
podem baixar a instrumental Entretanto,
com o genial German Ra!

http://www.4shared.com/file/18438590/6033a507/entretanto_part2.html

...

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Tyrannosaurus Rex : UNICORN (tirado do Acorde Final)

..
Acorde Final é o blog da vez... tem muita coisa para baixar. Kiss, Headhunters, Queen, Gong, Hermeto Pascoal. Muita coisa de progressivo, jazz-fusion e hard rock.

http://datoneto.blogspot.com/

Mas eu escrevi (e muito, para os meus padrões) sobre o UNICORN do Tyrannosaurus Rex. Porque é um que eu conheço e gosto muito. Por aqui você vai encontrar o link pra baixá-lo:




http://datoneto.blogspot.com/2007/06/t-rex.html

ou diretamente no http://sharebee.com/e5dd2492

(aí escolha de qual servidor vai baixar, é uma resenha, eu sei: o Megaupload não vale :P )


ESSE DISCO Ë BOM MESMO.

Era uma vez uma época em que o T.Rex era Tyrannosaurus Rex, um duo formado por Marc Bolan no violão e Steve Peregrine Took na percussão. Era uma fase muito diferente: eles investiam em temas míticos e lendários, sem a verve rock'n'roll/boogie que caracterizaria o T.Rex. Em resumo, faziam uma música folk chapada para leitores de Tolkien. Tá, talvez seja uma descrição grosseira. UNICORN foi o terceiro disco deles, e como os anteriores, foi produzido por Tony Visconti (também notório produtor de Davi Bowie), que botava muita fé no futuro de Marc Bolan. A diferença é que estavam com um pouco mais de dinheiro e recursos tecnológicos, ao que se atribui uma melhora sensível no som deles (mas não pergunte isso a mim, pois ainda não ouvi os anteriores). Foi lançado em maio de 1969, e chegou ao 12o lugar na parada britânica, o que foi a melhor marca que essa formação da banda atingiu.

Pianos, violões, percussões, acordeons, efeitos de gravação, mas nenhuma guitarra. O álbum é de uma beleza atordoante, misturando a elegância inglesa com uma expressividade primal, compartilhando muita coisa com a musicalidade dos árabes e dos indianos. Esse exotismo está presente na própria vocalização de Marc Bolan, inconfundível. A construção das músicas é de uma simplicidade apaixonante, com as música seguindo caminhos tão naturais e ainda imprevisíveis, bonito de ouvir como cada melodia vai sendo esculpida e levando às suas ramificações, as partes se encaixando com perfeição. A percussão de Steve Took é um fator positivo. Os arranjos trabalham dentro de um universo limitado, simples, mas extraem grande efeito de todos os pequenos detalhes que são acrescentados. O que parecia ser restrito se torna infinito. Esse álbum é simultaneamente muito grande e muito pequeno. Grande porque a qualidade das música é assombrosa e pequeno porque o som deles não tem nada de espetacular ou estridente. Quanto às letras, realmente tratam de temas míticos atemporais, e atraem mais pela sonoridade do que pelo sentido. Pegue por exemplo “Stones for Avalon”. A canção repete versos como “Vamos roubar algumas estrelas para Avalon”, referindo-se à ilha onde repousaria o corpo do Rei Arthur. Mas Marc Bolan sempre foi um letrista de frases ilógicas e muito sonoras, imagens poéticas. Curiosidade: o radialista John Peel participa narrando uma estória infantil “Romany Soup”, no fim do disco.

Estou certo que o disco não é para todos e nem é para todos os momentos. É bem pra ser ouvido debaixo de uma árvore e totalmente hippie-krshna, mas de um jeito interessante, processado pela mente genial de Marc Bolan. E ressalte-se queas músicas são curtas e este disco foi listado entre os mais importantes do assim chamado gênero "freak folk".

P.S.: Uma fonte excelente para entender essa fase do Tyrannosaurus Rex:

http://members.cox.net/dregenold/marc/tyran.html

quarta-feira, 20 de junho de 2007

mais do Animal Collective

Atualizando: mais músicas do novo Animal Collective rolando por aí...
Dá uma sacada no fatos fidedignos que são 6 disponíveis lá.
http://fidedigno.wordpress.com/2007/06/18/mais-animal-collective/
Ainda não acho o álbum no Soulseek.

Enquanto isso vou compartilhar mais Animal Collective, o Prospect Hummer EP.

Deixa eu pensar alguma coisa pra dizer sobre ele... As faixas são lentas, delicadas, mas sem tristeza. Ao contrário, tem o feeling de bem com a vida que é característico da banda. Foi feito em parceria com Vashti Bunyan, uma cantora que grava desde os anos 60, musa dessa nova geração freak-folk. A parceria entre A.C. e Vashti dá muito certo, nota-se logo de cara com a música de abertura “It’s you”. Depois vem a faixa-título... muito legal o arranjo vocal que vai sendo simplificado até chegar a uma única voz no final. Em seguida temos “Baleen Sample”... cinco minutos de pura colagem sonora. Termina com a belíssima “I remember learning how to dive”, com uma simplicidade muito bem pensada. Os bandolins me lembram o final de "Please let me get what I want" do The Smiths.

Esse disco eu tenho em CD. Ganhei numa promoção... do povo do Coquetel Molotov. Foi meu primeiro contato com a banda e achei um ótimo cartão de visita.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Devolvi

Devolvi

Núbia Lafayette

Composição: Adelino Moreira

Devolvi
O cordão e a medalha de ouro
E tudo que ele me presenteou
Devolvi suas cartas amorosas
E as juras mentirosas
Com que ele me enganou

Devolvi
A aliança e também seu retrato
Para não ver seu sorriso
No silêncio
Do meu quarto

Nada quis guardar como lembrança
Pra não aumentar meu padecer
Devolvi tudo
Só não pude devolver
A saudade cruciante
Que amargura meu viver

segunda-feira, 18 de junho de 2007

blogs especializadíssimos


Isto saiu no www.fluxblog.org
uma relação com alguns blogs que se dedicam exclusivamente a comentar a obra de alguns cantores e bandas, faixa por faixa. De Björk a Pearl Jam, passando Talking Heads e John Cale.


"Also: In the wake of my R.E.M. project, a new wave of music blogs are focusing on writing about every song in a single artist's discography. So far we've got Hyper-Ballads (Björk), Emotional Karaoke (Mountain Goats), More Words About Music and Songs (Talking Heads), My Impression Now (Guided By Voices), Fragments of a Cale Season (John Cale), Too Many Words, Too Many Words (Low), I Got A Message For You (Robyn Hitchcock), More Than Ten (Pearl Jam), and Fridgebuzz, which is the first of what I assume will be at least 15 blogs dissecting the Radiohead catalog."

domingo, 17 de junho de 2007

piores capas? tem mais de onde vieram essas...





































e.

O Pitchfork é um site muito muito muito bom, essencial pra quem estar atualizado em música.... eles fizeram a lista das piores capas de todos os tempos. Eles também fizeram a lista das piores de 2006. Meu povo, a falta de bom gosto e a total ausência de sutileza geram capas realmente horrendas. Em primeiro lugar, se você não é muito bonito, pense antes de botar uma foto sua na capa do disco e tome cuidado com a roupa e o penteado que você vai usar. Não faça como o KEN e a MECCA NORMAL. Não chame qualquer um pra fazer um desenho ou foto pra capa, chame alguém que saiba o que está fazendo. Isso é básico. Cuidado com as idéias criativas demais! São um perigo e até artistas bons sucumbem a tentação de fazer capas de gosto duvidoso. Tem uns que realmente fazem as capas querendo ser o mais ultrajante possível, querendo chocar, mostrar toda sua rebeldia que na maioria das vezes é totalmente infanto-juvenil.

Essa lista aí certamente deixou de fora muita coisa... suponho que essa galera nunca tenha visto a capa do Ave Sangria. Mas sobrou até pra brasileira Jacky, olha o Brasil aí. Sinceramente, nem tudo ali é tão ruim. Por exemplo, essas 3 aí embaixo estão na lista e eu achei bonitas. Cada um com seu cada qual. Uma guitarra meio que parecendo um capacete, essa idéia foi interessante. O desenho do Climax Blues Band eu achei bem legal mesmo. Eu até compraria...


quinta-feira, 14 de junho de 2007

você precisa ouvir: Castanets e Beach House


Castanets, Beach House.... reconhece esses nomes ?
É, pouca gente responderia "sim". Eu mesmo nem conheço essas bandas a fundo. O negócio é que escutei algumas músicas deles, que agora estou apresentando para que todos baixem e ouçam. Tem um peculiaridade de serem estranhamente atemporais e serem bandas de formação beeeem compacta.




Castanets é a banda de um homem solitário, Ray Raposa. A música "Lucky" poderia muito bem ter sido gravada no começo do século XX, é um folk de uma tristeza incrivelmente bela. A letra também parece aquelas canções de antigamente, passadas de geração em geração. Lucky é o personagem desajustado com que o compositor dialoga e a quem dá conselhos.




Beach House é o projeto de duas pessoas, Alex Scally e Victoria Legrand. O clima é lento, a guitarra slide de Alex é bem preguiçosa, a voz de Victoria é linda. "Tokyo Witch" tem mesmo um quê de música japonesa enquanto "Master of None" é um tanto mais pop. Sabe aquelas coisas que lembram alguma coisa que você não lembra o que é? Os textos sobre a dupla costumam evocar coisas como Mazzy Star, Galaxie 500 e Nico.



mais:
http://www.beachhousemusic.net/
http://pitchforkmedia.com/article/record_review/39010-beach-house